
Com a Bahia sendo líder no número de pessoas que se consideram quilombolas no país, com mais de 397 mil, a população negra do estado tem se unido para vencer a herança de um Brasil escravocrata. A fomentação do “Black Money”, por exemplo, tem sido um movimento importante para o fortalecimento das redes de apoio entre pessoas negras. Apesar do termo originalmente ter sido utilizado para designar o “dinheiro sujo”, na época do sistema Jim Crow nos Estados Unidos, hoje o Black Money se tornou sinônimo de empoderamento financeiro entre a comunidade negra.
Mas afinal, o que é Black Money na prática? Então, o movimento busca fortalecer os empreendimentos de pessoas negras, podendo ser de pequenos negócios ou de empresas maiores, formando a rede de apoio, afinal, como diz o ditado: “A união faz a força”.
O Black Money também visa formar lideranças dentro do cenário econômico, o que, convenhamos, infelizmente ainda é muito raro dentro do nosso contexto. Além de ser líder no número de quilombolas, 79% da população baiana se autodeclara negra, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), porém, apesar de formar maioria populacional, a estatística não se reflete em espaços de poder político e econômico.
Além disso, o movimento preto também pressiona o Estado, buscando medidas públicas que insiram cada vez mais profissionais negros no mercado de trabalho e na qualificação de estudantes. Os integrantes do Black Money também pressionam as grandes empresas, para que pessoas negras tenham mais oportunidades de trabalho em cargos de maior expressão.
AFROEMPREENDENDO
Visando colaborar para o crescimento de negócios de pessoas negras na Bahia, a empresária Fau Ferreira fundou o Afroempreendendo em 2016. O que inicialmente deveria ser apenas um blog, acabou sendo uma forma de para prestar consultoria e treinamento para empreendedores negros, sendo por meio de palestras ou de cursos na instituição.
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