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Graças a Bom Jesus da Lapa, Bahia é o segundo maior produtor de banana do país

10/10/2023 às 10h47
Por: PROVISÓRIO Fonte: bomjesusnoticias
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Graças a Bom Jesus da Lapa, Bahia é o segundo maior produtor de banana do país

Oriunda da Ásia, a banana chegou às Américas pelos portugueses e espanhóis, conquistando o povo brasileiro de tal forma que
atualmente é a fruta mais consumida e produzida no país. De acordo com o último Levantamento Sistemático da Produção Agrícola
(LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que, até agosto de 2023, o Brasil já havia produzido 7,1
milhões de toneladas de banana no ano, sendo São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina os maiores produtores nacionais.
A Bahia responde por mais de 913.790 toneladas dessa produção.


A coordenadora do Projeto Fitossanitário da Banana da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Danúzia Ferreira, explica
que o uso de tecnologias determinantes para a saúde da planta e do fruto e as capacitações realizadas sobre controle de pragas
ajudaram a safra deste ano ter um bom resultado. “O clima favorável é outro fator que colabora para o aumento da produtividade,
bem como a realização das boas práticas agrícolas”, acrescenta.


Ela informa que a variedade mais produzida na Bahia é do tipo prata, seguida da nanica e do tipo terra, e que os polos produtores
do Médio São Francisco e do Baixo Médio São Francisco, englobam as duas regiões com maior produção de banana da Bahia, onde
estão localizados os Projetos de Irrigação do Formoso e Formosinho, nos municípios de Bom Jesus da Lapa e Coribe,
respectivamente.

 “A fruticultura representa 92,6% da área cultivada e a banana é destaque com 91,7% da área explorada no
Perímetro. Além disso, a produtividade da fruta é, em média, de 13,5 toneladas/ hectare”.


Vale destacar que o município de Bom Jesus da Lapa, situado na parte oeste do estado da Bahia e a 850 km de Salvador, é o
principal produtor de banana do Brasil, com mais de 1.200 produtores só nesta região, segundo a Adab. Um deles é o fruticultor
familiar Ady Oliveira que mora no Perímetro Irrigado Formoso.

 Ele conta que produz banana há 19 anos e quando começou a
cultivar a fruta não tinha experiência nenhuma com agricultura porque era contador de nível médio e, não exercendo a profissão,
foi trabalhar com esse produto. “Hoje, eu estou muito feliz com essa atividade. Não prosperei a ponto de ficar rico, mas graças a
Deus eu vivo bem e o sustento foi tirado da cultura da banana. Atualmente a minha área é de 10.8 hectares, toda da variedade de
prata-anã, e a produtividade média por ano é de 28 a 30 toneladas/hectare”, ressalta.
Ele relata que “100% é comercializado da banana in natura, não é feito nenhuma agregação de valor para beneficiar o fruto, ou
seja, não tem derivado da fruta. É vendida para praticamente todas as unidades da federação”.
Apesar de ter um bom rendimento e venda do produto, Oliveira ainda tem desafios para cultivar a banana. “Tem a questão da mão
de obra que é muito cara e não existe de forma qualificada, além do custo de energia elétrica que usamos para captar e
pressurizar a água e o preço dos insumos que subiu bastante”.
“Quando eu considero a sanidade da planta, infelizmente a gente conta, hoje, com um fungo de solo e esse é conhecido no mundo
inteiro que é o Fusarium. Se não tivesse que lidar com ele dentro da minha lavoura, teria uma produtividade muito maior porque
chega a afetar até 50% do bananal”, frisa o produtor.


Educação Sanitária
A coordenadora da Adab relata que atualmente existem algumas ameaças fitossanitárias para a bananicultura na Bahia. “Temos o
Moko da bananeira, já presente no Brasil e a Fusariose R4T, que não se encontra na nação brasileira, porém já está em quatro
países da América do Sul, Colômbia, Peru, Equador e Venezuela, três deles fazendo fronteira com o país”.
“A ADAB vem realizando ações como levantamento para detecção das pragas, ações de Educação Sanitária junto aos produtores,
técnicos e população em geral e elaboração, coordenação e execução de ações fitossanitárias para prevenção e contingência”,
pontua Ferreira.

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