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Professores dão dicas de como estudar atualidades para o Enem

19/10/2023 às 12h06
Por: PROVISÓRIO Fonte: portaleuclidinense
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Professores dão dicas de como estudar atualidades para o Enem

Buscar informações em veículos de comunicação confiáveis, fazer mapas mentais e
até mesmo utilizar a inteligência artificial são formas de ajudar os candidatos que
estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a estudar
conteúdos da atualidade, como a guerra no Oriente Médio. Segundo os professores
entrevistados pelaAgência Brasil, os estudantes devem sempre conferir as fontes de
informação, questionar e checar, sobretudo, os conteúdos acessados por meio de
ferramentas de inteligência artificial.

Além dos livros didáticos, simulados e provas do Enem, buscar conteúdos atuais
pode ajudar os estudantes a estarem mais preparados para o exame. Segundo a
diretora da Escola de Referência em Ensino Médio Escritor Paulo Cavalcanti, em
Olinda (PE), e professora de geografia da Escola Estadual São José, em Paulista (PE),
Patrícia Mesquita, o Enem tem cada vez mais buscado uma interdisciplinaridade, ou 

De acordo com o professor de história do colégio Mopi, no Rio de Janeiro, Rafael
Duarte ler notícias em veículos de comunicação confiáveis pode ser uma forma de
estudar. “O ideal é que eles acessem algum veículo de comunicação importante uma
vez ao dia e, se há veículos que possuemnewsletters, que mandam informações ao
longo do dia e vários são voltados para vestibulandos.”


Os professores explicam que assuntos que estão agora na mídia não
necessariamente cairão no exame, já que as provas são elaboradas no primeiro
semestre do ano. Mas questões como a guerra do Oriente Médio são antigas e
aparecem com recorrência nas provas. Informar-se pode ajudar a entender melhor o
contexto e a resolver questões. Além disso, essas informações podem servir de
repertório na hora de escrever a redação .

Mas não vale trapacear. Segundo Mesquita, é importante que o estudante faça, ele
mesmo, esse exercício. “Hoje, a inteligência artificial, se eu solicito, faz um mapa
mental do conflito árabe. Aparece tudo, mas eu não fiz aquilo. Fica bonito, mas não
tenho aprendizagem. Eu vejo muito isso com meus estudantes. Eles me dizem 'tenho
um mapa mental’, mas quando pergunto ‘essa seta está aqui por quê?’, não sabem
responder. Digo: ‘Tá vendo que não foi você que construiu? Quem ficou sabida foi ela,
a inteligência artificial, e você?'”, brinca.


Duarte concorda que há riscos em se usar ferramentas de inteligência artificial nos
estudos, sobretudo quando se trata de temas atuais ou de conflitos. “Às vezes, [a
ferramenta] vai assumir uma perspectiva ou não vai avisar que está assumindo uma
perspectiva”, diz o professor, que acrescenta: “O estudante tem que tomar cuidado
porque essas posições não são verdades absolutas e dependem também do
caminho das perguntas que você faz.”


Um uso dessas ferramentas que pode ser benéfico é pedir para que a inteligência
artificial (IA) justifique o gabarito das provas do Enem. Assim, o estudante, tem uma
explicação sobre a resolução. Todas as provas e os respectivos gabaritos estão
disponíveis nositedo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep). Essas ferramentas, no entanto, de acordo com o professor, devem ser
usadas com cuidado.

Desde o dia 7, noticiários de todo o mundo colocam em destaque os conflitos entre
Israel e Hamas. O ponto de partida para a retomada dessa cobertura mais extensa
foi o ataque do grupo islâmico Hamas contra comunidades israelenses próximas à
Faixa de Gaza.
O conflito entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram
ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem
israelenses e palestinos. Em diferentes momentos, guerras e ocupações, eles foram
expulsos, retomaram terras, ampliaram e as perderam.


Enem 2023
O Enem 2023 será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. As notas das provas
podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema
de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino
superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos do
Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As notas também podem ser usadas para
preencher vagas em instituições estrangeiras que têm convênio com o Inep.

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