°C °C
Publicidade

Demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, diz ONU

12/11/2025 às 10h33
Por: PROVISÓRIO Fonte: bahianoticias.com
Compartilhe:
Demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, diz ONU

Com um planeta cada vez mais quente, a demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, levando ao dobro de emissões de gases-estufa relacionadas à operação dos aparelhos.
 

Os dados são do Global Cooling Watch 2025, novo relatório do Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, divulgado nesta terça-feira (11), durante a COP30 em Belém.
 

O documento indica que o aumento da população e dos extremos de calor fará com que mais famílias de baixa renda tenham acesso a sistemas de refrigeração mais poluentes e ineficientes. A projeção é de que as emissões causadas pelos aparelhos serão de 7,2 bilhões de toneladas de carbono (CO2e) em 2050, mais do que o dobro do registrado em 2022.
 

A ONU aponta que há caminhos para evitar esse cenário, com o uso de equipamentos mais eficientes e combinando ventiladores com aparelhos de ar condicionado. Se isso for feito, a estimativa será de 64% menos emissões do setor na metade do século, o que evitaria US$ 43 trilhões em gastos com energia e infraestrutura e protegeria 3 bilhões de pessoas.
 

Caso haja uma descarbonização rápida do setor de energia, a poluição seria 97% menor.
 

Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma, defende que o acesso ao resfriamento seja tratado como uma infraestrutura essencial, assim como água e saneamento, diante de ondas de calor mais frequentes e extremas.
 

"Mas não podemos resolver a crise do calor apenas com ar-condicionado, o que aumentaria as emissões de gases de efeito estufa, elevaria os custos e aumentaria as substâncias que danificam a camada de ozônio", disse. Outra preocupação é com o aumento do uso de energia, que pode causar apagões.
 

Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem com falta de refrigeração adequada, segundo o Pnuma, número que também deve triplicar até 2050. A vulnerabilidade é maior nos grupos de baixa renda e com maior risco, como mulheres, pequenos fazendeiros e idosos, de acordo com o relatório.
 

Andersen afirma que soluções com alta eficiência energética e baseadas na natureza podem ajudar a atender à demanda crescente e proteger as pessoas enquanto o mundo trabalha para conter as temperaturas.
 

Algumas sugestões do relatório são:
 

- investir em resfriamento passivo, com design inteligente de paredes, telhados, vidraças, sombreamento e ventilação;
 

- soluções de baixo consumo energético, incluindo ventiladores, ar-condicionado híbrido e soluções solares off-grid;
 

- rápida redução do uso de hidrofluorcarbonetos (HFCs), que agravam o aquecimento global e foram adotados como substitutos aos CFCs, causadores do buraco da camada de ozônio.
 

O Pnuma prevê que o estresse térmico poderá inviabilizar 80 milhões de empregos em tempo integral até 2030. O acesso ao resfriamento sustentável, assim, determinará se empresas, escolas, hospitais e outras instalações terão a capacidade de seguir funcionando.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
°

Mín. ° Máx. °

° Sensação
km/h Vento
% Umidade
% (mm) Chance de chuva
21h00 Nascer do sol
21h00 Pôr do sol
Sex ° °
Sáb ° °
Dom ° °
Seg ° °
Ter ° °
Atualizado às 21h00
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,32 -0,01%
Euro
R$ 6,22 0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 506,757,88 -0,13%
Ibovespa
171,816,67 pts 3.33%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias