
O Terreiro de Jarê Palácio de Ogum, localizado em Lençóis, na Chapada Diamantina, poderá se tornar Patrimônio Cultural do Brasil.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai deliberar sobre o tombamento do espaço na 111ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, marcada para o dia 26 de novembro, às 15h30, na sede do órgão, em Brasília. A sessão será transmitida pelo canal do Iphan no YouTube.
Conhecido como Terreiro Palácio de Ogum e Caboclo Sete Serra, ou simplesmente Palácio de Ogum, o espaço é apontado como o principal expoente da religião do Jarê, manifestação religiosa e cultural presente apenas na região da Chapada Diamantina.
Embora apresente semelhanças com o candomblé, o Jarê se diferencia por características próprias, entre elas a igualdade ritual e de veneração entre orixás, caboclos e encantados no culto.
As primeiras práticas do Jarê remontam ao século XIX, a partir do deslocamento de africanos escravizados que levaram para o interior da Bahia tradições religiosas de matriz africana, posteriormente reelaboradas na Chapada Diamantina.
O reconhecimento do terreiro pelo Iphan poderá consolidar esse legado como patrimônio cultural brasileiro.
Além do Palácio de Ogum, o Conselho Consultivo também vai analisar outros seis bens culturais na mesma reunião, entre eles o Ofício das Tacacazeiras e o prédio do antigo DOPS, no Rio de Janeiro.
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