
Um caso médico inusitado mobilizou a equipe do Lee General Hospital, em Taiwan, nesta semana. Um homem, cuja identidade não foi revelada, precisou passar por uma cirurgia de emergência para a retirada de uma xícara de cerâmica inteira que estava alojada em seu intestino. O paciente procurou ajuda médica queixando-se de dores abdominais severas e prisão de ventre que já durava três dias, mas omitiu a verdadeira causa do desconforto por vergonha.
De acordo com os relatos apurados, o homem chegou à emergência relatando constipação e inchaço abdominal, sem mencionar a introdução de qualquer objeto estranho. A gravidade da situação só foi descoberta após a realização de um exame de raio-X, que revelou a presença de um objeto com formato de copo, medindo aproximadamente 8 centímetros de altura por 6 centímetros de largura, posicionado no reto.
A equipe médica, liderada pelo cirurgião Dr. Wu Kun-Da, tentou inicialmente remover o objeto de forma manual e não invasiva. No entanto, a superfície lisa da xícara e a sucção criada pelas paredes do intestino tornaram a extração impossível por essa via. Diante do risco de perfuração e agravamento do quadro, os médicos optaram por uma intervenção cirúrgica imediata.
O procedimento durou cerca de duas horas. Ao acessar a cavidade abdominal, os cirurgiões constataram que o objeto havia causado danos significativos. Um trecho do intestino do paciente apresentava sinais de necrose devido à compressão prolongada e à falta de fluxo sanguíneo.
Após a operação bem-sucedida para a retirada da xícara, o paciente alegou que o objeto havia parado em seu corpo "por acidente", sem fornecer mais detalhes sobre o ocorrido. Devido à gravidade da lesão intestinal, foi necessário realizar uma colostomia temporária – procedimento que desvia o fluxo intestinal para uma bolsa externa – para permitir a cicatrização da área afetada.
O caso serve como um alerta médico sobre os perigos da introdução de objetos estranhos no corpo. Especialistas advertem que tal prática pode levar a obstruções graves, perfurações de órgãos e infecções potencialmente fatais se não tratadas com rapidez.
O paciente segue em recuperação no hospital e deverá utilizar a bolsa de colostomia até que o trânsito intestinal possa ser reconstruído. Não foram divulgadas informações sobre a data prevista para a alta médica ou para a cirurgia de reversão do estoma.
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