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Corpo humano não funciona como deveria em temperatura acima de 35°C

27/12/2025 às 12h28
Por: PROVISÓRIO Fonte: agenciasertao.com
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Corpo humano não funciona como deveria em temperatura acima de 35°C

A onda de calor que atingiu o Rio de Janeiro, São Paulo e outros seis estados nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul deve continuar até a próxima segunda-feira (29), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O órgão emitiu um aviso vermelho, indicando grande perigo, com temperaturas 5º C acima da média por mais de cinco dias, representando alto risco à vida e possibilidade de danos.

De acordo com o clínico geral Luiz Fernando Penna, do Hospital Sírio-Libanês, o calor extremo, intensificado pelas mudanças climáticas, pode levar à falência térmica do corpo. “Essa é uma emergência médica caracterizada pela confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40º C”, explicou Penna. Ele alerta que, ao perceber esses sintomas, é crucial buscar atendimento médico imediato.

Penna destaca que o impacto do calor na saúde é frequentemente subestimado. “Muitas pessoas acreditam que causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais, que incluem desde quedas de pressão até falência térmica”, afirmou. O calor também agrava condições crônicas como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e doença renal crônica.

Impactos do calor extremo

Pessoas que usam medicamentos como diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos devem ter cuidado redobrado, pois esses remédios podem afetar a regulação térmica do corpo. “Para quem já tem uma condição de base, o calor impõe uma sobrecarga perigosa”, acrescentou Penna.

As altas temperaturas também interferem no sono, afetando o humor, aumentando a irritabilidade e reduzindo a produtividade. Para mitigar esses efeitos, é importante se proteger do calor, evitar exposição entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, e priorizar ambientes ventilados. Trabalhadores expostos ao calor, como os da construção civil, devem fazer pausas frequentes.

“Não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas”, explicou Penna. “Acima de 35°C com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria.”

No Rio de Janeiro, uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, realizada em fevereiro de 2025, mostrou que as altas temperaturas estão relacionadas ao aumento da mortalidade, especialmente entre idosos e pessoas com doenças como diabetes e hipertensão. O estudo analisou mais de 800 mil mortes entre 2012 e 2024.

Para lidar com o calor, é importante planejar atividades considerando a temperatura e umidade do dia, saber como obter ajuda médica e manter a casa fresca. Usar ventiladores e ar-condicionado com moderação, proteger-se do sol e manter-se hidratado são medidas essenciais para enfrentar o calor extremo.

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