
O Gás do Povo, novo programa federal que substitui o Auxílio Gás, deve alcançar mais de 15 milhões de famílias e beneficiar cerca de 50 milhões de pessoas em todo o país. A iniciativa muda a forma de concessão do benefício ao encerrar o repasse em dinheiro e garantir a recarga totalmente gratuita do botijão de gás de 13 kg, feita diretamente em revendedoras credenciadas que aderirem voluntariamente ao programa, de acordo com informações do governo federal e de veículos de imprensa especializados em economia e programas sociais.
Criado para ampliar o acesso ao gás de cozinha, o Gás do Povo substitui o Auxílio Gás dos Brasileiros e passa a oferecer um vale-recarga para o botijão de 13 kg em vez de um valor em espécie. A proposta é assegurar que o benefício seja usado especificamente para a compra de gás de cozinha por famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), reduzindo o risco de desvio do recurso para outras despesas essenciais.
Segundo o governo, o programa também busca diminuir o uso de combustíveis alternativos, como lenha e outros materiais, frequentemente associados a problemas respiratórios, acidentes domésticos e impactos ambientais, ao garantir o fornecimento regular de GLP para as famílias atendidas.
De acordo com as regras divulgadas, terão direito ao benefício as famílias que atenderem aos seguintes critérios:
Estar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico);
Ter renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 759, conforme parâmetro utilizado nas regras iniciais do programa);
Ter prioridade se forem beneficiárias do Bolsa Família, com renda per capita igual ou inferior a R$ 218;
Manter o cadastro atualizado no CadÚnico nos últimos 24 meses.
A seleção das famílias é feita de forma automatizada, a partir das bases do CadÚnico, sem necessidade de inscrição específica no Gás do Povo. O vale é emitido em nome do responsável familiar registrado no cadastro, seguindo o padrão dos demais programas sociais federais.
A retirada do botijão será realizada diretamente nas revendas de GLP credenciadas ao programa, localizadas próximas à residência das famílias beneficiárias. O responsável familiar deverá apresentar um dos meios de comprovação aceitos para autorizar a recarga gratuita do botijão de 13 kg.
Segundo as orientações oficiais, a recarga poderá ser autorizada de quatro maneiras principais:
Cartão do Bolsa Família com chip;
Cartão de débito da Caixa Econômica Federal;
CPF do beneficiário, com código de validação enviado ao celular, a ser apresentado diretamente na revenda;
Código gerado pelo Aplicativo Gás do Povo, previsto para ser utilizado a partir de fevereiro de 2026.
A gratuidade é aplicada no momento da recarga, mediante validação eletrônica na revenda habilitada. Não há pagamento em dinheiro por parte do beneficiário no ato da retirada. O preço de referência da recarga considera apenas o valor do gás, sem incluir o vasilhame vazio, caso a família não disponha do botijão, nem eventuais valores de frete cobrados pela entrega.
A implementação do Gás do Povo ocorre de forma gradual, em etapas sucessivas. O cronograma divulgado prevê:
Novembro de 2025: início das primeiras recargas para o público contemplado na fase inicial da transição entre o Auxílio Gás e o Gás do Povo;
26 de janeiro de 2026: segunda concessão, destinada a aproximadamente 950 mil novas famílias, incluindo residentes em capitais como Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Manaus e Florianópolis;
Fevereiro de 2026: migração automática das famílias que recebiam o antigo Auxílio Gás para o Gás do Povo, com liberação do benefício no dia 1º de cada mês, inclusive em fins de semana e feriados;
Março de 2026: ampliação do programa para famílias residentes fora das capitais, com a meta de alcançar todos os municípios do país até o fim dessa etapa.
A quantidade de recargas anuais disponibilizadas pelo Gás do Povo varia de acordo com o tamanho da família, seguindo critérios definidos pelo governo federal:
Famílias com 2 a 3 integrantes poderão receber até 4 botijões por ano, com cada vale-recarga válido por até 3 meses;
Famílias com 4 ou mais integrantes poderão receber até 6 botijões por ano, com cada vale-recarga válido por até 2 meses.
Os auxílios não serão cumulativos entre períodos sucessivos. Isso significa que, se o vale não for utilizado dentro do prazo de validade, a recarga correspondente não será acumulada com o próximo benefício, mantendo o fluxo previsto de distribuição ao longo do ano.
Com essa estrutura, o programa busca ajustar a oferta de botijões ao perfil de consumo das famílias, respeitando o número de integrantes e o intervalo de tempo necessário para nova recarga, sem alterar os critérios de renda e de inscrição já estabelecidos.
As revendas de GLP que aderirem ao Gás do Povo deverão seguir regras específicas de identidade visual para sinalizar a participação no programa. A padronização envolve elementos como portarias, botijões, veículos de transporte e materiais de comunicação, facilitando o reconhecimento pelos beneficiários.
O aplicativo oficial do Gás do Povo indicará os pontos de revenda credenciados mais próximos à residência do responsável familiar, permitindo localizar onde a recarga gratuita poderá ser feita. Toda a gestão do pagamento às revendas credenciadas será realizada diretamente pelo governo federal, sem repasse de valores em dinheiro às famílias.
Com implementação gradual até março de 2026, o Gás do Povo será operacionalizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com apoio da Caixa Econômica Federal e da Dataprev, e prevê atender mais de 15 milhões de famílias em todos os municípios do país, segundo as informações oficiais disponíveis.
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