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Fabricas de fertilizantes da Petrobras na Bahia e Sergipe entraram em operação

16/01/2026 às 10h40
Por: PROVISÓRIO Fonte: agenciasertao.com
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Fabricas de fertilizantes da Petrobras na Bahia e Sergipe entraram em operação

A produção de fertilizantes nitrogenados voltou a avançar no Nordeste em janeiro, com a retomada das operações das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (FAFENs) da Petrobras em Sergipe e na Bahia.

Em Laranjeiras (SE), a unidade, que já vinha produzindo amônia desde 31 de dezembro, iniciou a produção de ureia em 3 de janeiro. Na Bahia, a fábrica de Camaçari concluiu a manutenção no mês passado e entrou em comissionamento de partida, com expectativa de iniciar a produção de ureia até o fim de janeiro.

As duas plantas produzirão amônia, ureia e ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo). Segundo a Petrobras, os investimentos iniciais são de R$ 38 milhões em cada unidade. A retomada já está gerando 1.350 empregos diretos e 4.050 indiretos.

A FAFEN de Sergipe tem capacidade para produzir 1.800 toneladas por dia de ureia, volume estimado em 7% do mercado nacional. Já a FAFEN da Bahia pode produzir 1.300 toneladas diárias, o equivalente a 5% do mercado. A operação em Camaçari inclui ainda os Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, em Candeias.

De acordo com o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, as duas FAFENs, somadas à Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA), instalada no Paraná, devem responder por 20% da demanda de ureia no Brasil. A expectativa, segundo ele, é elevar a produção nacional para 35% nos próximos anos, com a construção de uma nova planta no Mato Grosso do Sul.

A Petrobras avalia que a retomada da produção de nitrogenados contribui para recuperar a capacidade nacional de insumos considerados estratégicos para o agronegócio. A ureia produzida nas plantas pode ser destinada ao uso como fertilizante e também à alimentação de ruminantes. O produto ainda pode atender segmentos industriais, como os setores têxtil, de tintas e de papel e celulose.

No caso do ARLA 32, a empresa afirma que a produção amplia a oferta de um item utilizado para redução de emissões veiculares.

Segundo William França, toda a ureia consumida no Brasil é importada atualmente. A retomada das unidades no Nordeste, afirma o diretor, amplia a oferta do insumo no mercado interno e reduz a dependência externa. Ele também destacou que o processo utiliza gás natural como principal matéria-prima, o que amplia alternativas de alocação do gás produzido pela companhia e gera valor para a indústria e o setor agrícola.

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