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Exportações de frutas do Brasil cresceram 19,6% em 2025 e atingiram 1,28 milhão de toneladas

16/01/2026 às 11h00
Por: PROVISÓRIO Fonte: agenciasertao.com
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Exportações de frutas do Brasil cresceram 19,6% em 2025 e atingiram 1,28 milhão de toneladas

O Brasil ampliou a presença no mercado internacional de frutas em 2025. As exportações do setor somaram 1,28 milhão de toneladas, alta de 19,63% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

A receita também cresceu e chegou a R$ 7,83 bilhões, avanço de 12%, consolidando o terceiro recorde anual consecutivo.

De acordo com o site Pensar Agro, o desempenho reforça o papel da fruticultura irrigada do Semiárido, com destaque para o Vale do Rio São Francisco, que responde pela maior parte dos embarques de manga e uva.

A oferta contínua ao longo do ano é apontada como um diferencial competitivo do Brasil em relação a outros exportadores, especialmente por garantir regularidade de entrega e previsibilidade comercial.

Manga lidera em volume; melão, cítricos e melancia avançam

A manga manteve a liderança em volume exportado, com cerca de 291 mil toneladas. O faturamento, no entanto, somou R$ 1,81 bilhão, com leve recuo em comparação ao ano anterior. Em contrapartida, melão, limões e limas e melancia registraram crescimento expressivo tanto em volume quanto em receita, indicando maior diversificação da pauta exportadora.

Entre as principais frutas exportadas, os valores de faturamento informados foram:

  • Manga: R$ 1,81 bilhão
  • Melão: R$ 1,25 bilhão
  • Limões e limas: R$ 1,08 bilhão
  • Uva: R$ 857 milhões
  • Melancia: R$ 624 milhões
  • Mamão: R$ 405 milhões
  • Abacate: R$ 263 milhões
  • Banana: R$ 176 milhões

Outro segmento que ganhou espaço foi o de conservas e preparações de frutas (exceto sucos). As vendas renderam cerca de R$ 967 milhões, alta de 16,1%, com embarques de 63,4 mil toneladas, crescimento de 7,6%.

Tarifas dos EUA não travam exportações

Os Estados Unidos permaneceram como o terceiro principal destino das frutas brasileiras. Foram exportadas 76,7 mil toneladas, com receita de R$ 710 milhões. Apesar de uma leve retração frente ao ano anterior, o setor avaliou que o impacto das tarifas impostas pelo governo norte-americano foi administrável.

A análise divulgada é que, em culturas como a manga, o Brasil se beneficiou de janelas de mercado com menor concorrência, principalmente entre agosto e outubro. Também houve coordenação entre exportadores e importadores para diluir o custo das tarifas ao longo da cadeia, reduzindo efeitos diretos sobre os produtores.

Europa lidera compras; Japão e Argentina ampliam participação

A União Europeia seguiu como principal mercado das frutas brasileiras. O bloco importou 775,3 mil toneladas, com faturamento de cerca de R$ 4,47 bilhões, crescimento superior a 11%. O Reino Unido aparece na sequência, com R$ 1,29 bilhão em compras.

Dois mercados se destacaram pelo avanço em 2025. O Japão mais que dobrou as aquisições, chegando a 3,9 mil toneladas, com receita próxima de R$ 100 milhões. Já a Argentina importou 73,3 mil toneladas, movimentando cerca de R$ 376 milhões, com avanço próximo de 70% em valor, de acordo com os números divulgados.

Para o setor produtivo, os resultados indicam que a fruticultura brasileira segue ganhando espaço no exterior, sustentada por escala, oferta regular e avanços na logística e na comercialização, mesmo em um cenário internacional considerado mais desafiador.

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