Equilíbrio das contas
A alta da arrecadação esteve na mira do governo para tentar zerar o rombo das contas públicas em 2025. O resultado das contas públicas do ano passado ainda não foi divulgado.
Porém, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas), de cerca de R$ 31 bilhões.
Além disso, há outros abatimentos da meta fiscal do ano passado aprovados pelo Legislativo:
- estimativa de R$ 500 milhões para projetos estratégicos;
- R$ 40,64 bilhões em precatórios);
- R$ 3,31 bilhões para o ressarcimento de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos.
Com isso, as contas do governo podem apresentar um rombo, estimado inicialmente, de até R$ 75,4 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.
Esse valor pode ser alterado considerando o valor efetivo pago em precatórios fora da meta, além de exceções do fundo social e do valor de projetos estratégicos em defesa - que embora previsto em R$ 500 milhões no relatório de orçamento, podem atingir até R$ 3 bilhões.
- O elevado valor para despesas fora da meta fiscal é criticado por analistas como um fator que dificulta o equilíbrio das contas do governo.
- O Tesouro Nacional, por exemplo, prevê as contas no vermelho até 2027, mesmo com a necessidade de novos aumentos de impostos, e crescimento da dívida pública - indicador de capacidade de pagamento acompanhado com atenção pelo mercado financeiro.





