
No Dia do Tomate, celebrado em 1º de fevereiro, a Bahia mantém sua posição de liderança na produção de tomate no Nordeste, com uma safra de 183 mil toneladas em 2025, segundo o IBGE. A área de cultivo no estado é de aproximadamente 6,5 mil hectares, e a cadeia produtiva movimenta quase R$1 bilhão na economia baiana.
O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destaca que essa liderança gera emprego e renda, impulsionando a economia local. “A liderança da Bahia na produção de tomate no Nordeste é resultado do trabalho dos nossos produtores, do uso de tecnologia, da força das regiões produtivas e do compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento da agricultura”, afirmou.
A produção se concentra em áreas que utilizam tecnologia de irrigação e clima de altitude, como a Chapada Diamantina e o Piemonte Norte do Itapicuru. A região de Irecê é considerada o centro da produção baiana, com municípios como Cafarnaum, João Dourado, América Dourada, Lapão e Canarana se destacando no cultivo.
De acordo com Assis Pinheiro Filho, diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, “só nesta região, encontram-se quase metade dos maiores produtores do estado”. A Chapada Diamantina é reconhecida pela alta qualidade e produtividade do fruto. Em 2024, Ibicoara liderou a produção no estado e ficou em sexto lugar no ranking nacional, com 76 mil toneladas.
Outras cidades como Mucugê, Morro do Chapéu, Seabra e Iraquara também são grandes produtoras. O Piemonte Norte do Itapicuru, especialmente Campo Formoso, vem ganhando destaque no cenário estadual.
Assis Pinheiro Filho projeta que o mercado em 2026 será volátil, o que pode incentivar o retorno ao plantio por produtores em busca de melhores margens. “A tendência hoje é a crescente busca pelo uso de tomates híbridos, como exemplo o Saladete, que oferecem maior resistência e vida na prateleira”, explicou.
Além do Saladete, a Bahia produz variedades como sweet grape, cereja, rasteiro, italiano ou Roma. Parte significativa da produção é exportada para outros estados e países como Libéria, Panamá, Malta e Ilhas Marshall.
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