
A última semana de fevereiro de 2026 será marcada por instabilidade em praticamente todo o país, segundo o Climatempo. A atuação simultânea de diferentes sistemas meteorológicos deve reforçar as condições para chuva em todas as regiões, com possibilidade de temporais, ventania e queda de granizo em diversos estados.
Segundo a previsão, há risco de pancadas de chuva moderada a forte, episódios de chuva volumosa que podem durar várias horas e temporais com rajadas intensas de vento. Fevereiro já vem registrando acumulados elevados, e a tendência é de manutenção desse cenário nos próximos dias.
A expectativa é de aumento no risco de alagamentos, encharcamento do solo, deslizamentos de terra, transbordamento de rios e enchentes em áreas urbanas.
O predomínio de ar quente e úmido sobre o território nacional funciona como combustível para a formação de nuvens carregadas, especialmente à tarde. Essas nuvens podem provocar chuva forte, raios, ventos intensos e granizo.
Frentes frias
A semana começou com uma frente fria quase estacionária na costa do Rio de Janeiro. Entre os dias 24 e 25, uma nova frente fria avança pelo litoral da Região Sul, aumentando as condições de chuva nos três estados.
Na quinta-feira (26), o sistema deve alcançar São Paulo e Rio de Janeiro, influenciando também áreas do Sul de Minas e da Zona da Mata. Há ainda a possibilidade de formação de outra frente fria entre as costas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo no fim da semana.
Baixa pressão atmosférica
Uma área de baixa pressão deve se formar no oceano, entre São Paulo e Rio de Janeiro, reforçando a instabilidade no Sudeste e favorecendo a concentração de umidade sobre Minas Gerais e Espírito Santo.
Ventos marítimos
Uma massa de ar frio de origem polar avança pela costa da Região Sul, com intensidade acima do normal para esta época do ano. Os ventos marítimos associados aumentam a umidade no Sul e no Sudeste.
Jato de Baixos Níveis (JBN)
A intensificação do JBN — corrente de ar quente e úmido a cerca de 1.500 metros de altitude — deve reforçar a formação de nuvens carregadas no Centro-Oeste e no Sudeste.
ZCIT (Zona de Convergência Intertropical)
No Norte e no Nordeste, a atuação da ZCIT mantém as condições elevadas para chuva forte e volumosa, principalmente nas áreas mais ao norte dessas regiões.
VCAN (Vórtice Ciclônico em Altos Níveis)
Um VCAN posicionado sobre o oceano, na costa leste do Nordeste, contribui para a formação de nuvens de chuva em diversos estados da região.
Alta da Bolívia
No Norte, a combinação entre ar quente e úmido, ZCIT e a chamada Alta da Bolívia - sistema típico do verão sul-americano - reforça a instabilidade e ajuda a organizar áreas de chuva também no Centro-Oeste.
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