
A Operação Força Integrada prendeu 116 pessoas, cumpriu 174 mandados de busca e apreensão e bloqueou R$ 97 milhões em bens em 15 estados do país. Os resultados foram divulgados em Brasília nesta quarta-feira (18), com apreensões de armas e drogas.
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, na ação foram apreendidas 21 armas, cerca de 100 kg de cocaína e mais de 600 kg de maconha. A operação foi coordenada pelo MJSP e teve como foco o combate ao tráfico de drogas e de armas.
Na Bahia, a Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana expediu oito mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão no âmbito da operação.
A iniciativa é conduzida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com a Polícia Federal, e mobiliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco). A ação também mira a atuação de facções criminosas, a lavagem de dinheiro e outros crimes violentos.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que a Operação Força Integrada busca enfraquecer organizações criminosas por meio da atuação integrada. Segundo ele, participaram agentes da Polícia Federal e das polícias civis, militares e penais.
“Esse modelo de operação será adotado como rotina, pois é um formato eficaz. A proposta é integrar cada vez mais as ações policiais e superar a atuação isolada. A coordenação nacional pelas Ficcos amplia recursos, reforça o apoio logístico e fortalece a troca de informações sobre as organizações criminosas”, afirmou.
O diretor-executivo da Polícia Federal, Willian Murad, disse que a integração e a coordenação das equipes são fundamentais para alcançar resultados. Ele explicou que o formato das Ficcos permitiu a realização simultânea das prisões.
Para o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal, Dennis Cali, o projeto, embora recente, já apresenta resultados no combate a crimes violentos, especialmente em estados com disputas territoriais entre facções.
A operação foi realizada nos estados de Alagoas (AL), Amapá (AP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Ceará (CE), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraná (PR), Pernambuco (PE), Rio Grande do Sul (RS), São Paulo (SP) e Sergipe (SE).
Impacto das Ficcos
O modelo de força-tarefa orienta a atuação das Ficcos, que têm como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre instituições de segurança pública. Participam as polícias civis, militares e penais, guardas municipais e a Polícia Rodoviária Federal.
Também integram a iniciativa a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e as secretarias estaduais de segurança pública. As ações são coordenadas pela Polícia Federal, com unidades em todos os estados e no Distrito Federal.
Atualmente, há 39 unidades das Ficcos em funcionamento no país. Em 2025, as forças integradas realizaram 246 operações, nas quais foram cumpridos mais de 2 mil mandados de busca e apreensão e mais de 1.500 mandados de prisão.
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