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Acelen tem novo reajuste de R$ 0,26 na gasolina e de R$ 0,35 no diesel a partir desta quinta-feira na Bahia

26/03/2026 às 11h10
Por: PROVISÓRIO Fonte: agenciasertao.com
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Acelen tem novo reajuste de R$ 0,26 na gasolina e de R$ 0,35 no diesel a partir desta quinta-feira na Bahia

Os preços dos combustíveis voltaram a subir nas distribuidoras da Bahia após novo reajuste anunciado pela Acelen para esta quinta-feira, 26 de março de 2026. Os dados constam nas tabelas oficiais divulgadas pela empresa e indicam continuidade na sequência de aumentos observada ao longo do mês.

Considerando a média das bases baianas — como Aratu, Candeias, Itabuna, Jequié e São Francisco do Conde — a gasolina A passou a operar próxima de R$ 4.00 por litro (sem tributos), enquanto o diesel S10 e o diesel S500 já se aproximam de R$ 6,00 por litro nas vendas às distribuidoras.

No caso da gasolina A, os valores nas bases da Bahia atingiram cerca de R$ 4.020/m³ em Aratu e R$ 3.970/m³ em São Francisco do Conde no dia 26 de março. Já o diesel S500 chegou a aproximadamente R$ 5.949/m³ em Aratu e R$ 5.902/m³ em Candeias, consolidando uma forte alta acumulada ao longo do mês.

Os aumentos mais recentes ocorrem após uma sequência de reajustes aplicados pela Acelen desde o início de março. No caso da gasolina, os preços saíram de cerca de R$ 2,55 no início do mês para patamares próximos de R$ 4,00 no fim de março nas bases da Bahia, representando uma elevação de cerca de 56% em poucas semanas.

O diesel apresentou comportamento semelhante. O S500, por exemplo, saiu de valores na faixa de R$ 3,25 no início do mês para quase R$ 6,00 no fim do período, com sucessivos reajustes registrados nos dias 5, 10, 12, 19 e 26, totalizando cerca de 86% de reajuste.

O salto de preços reforça a intensidade dos reajustes recentes e ajuda a explicar o impacto observado nas bombas, já que a Bahia tem apresentado alguns dos combustíveis mais caros do país, conforme levantamento recente da ANP.

A tendência é de novas pressões sobre as bombas, embora o repasse final dependa de fatores como mistura obrigatória, frete, margens de distribuição e revenda e tributos estaduais. Na semana passada, a pesquisa da ANP ainda não havia captado integralmente o efeito do reajuste anterior da Acelen, já que alguns postos no estado exibiam valores acima da média oficial.

O cenário baiano segue descolado da política comercial da Petrobras desde a privatização da Refinaria de Mataripe, em 2021. Nesta terça-feira (25), a Petrobras reafirmou à CVM interesse em eventual recompra da refinaria, hoje operada pela Acelen, controlada pelo fundo Mubadala. A unidade responde por 14% da capacidade total de refino do país e produz diesel, gasolina, GLP e outros derivados.

A discussão sobre uma possível reaquisição voltou ao centro do debate justamente em um momento de forte oscilação nos preços dos combustíveis na Bahia. Desde a venda da antiga Refinaria Landulpho Alves, os valores praticados no estado deixaram de seguir diretamente a política da Petrobras e passaram a reagir de forma própria às oscilações do mercado internacional.

Contexto internacional pressiona preços

A escalada dos preços ocorre em meio a um cenário internacional de instabilidade, com destaque para a guerra envolvendo o Irã, que tem pressionado as cotações do petróleo no mercado global. O aumento do barril influencia diretamente os custos de produção e importação de combustíveis, refletindo nos preços praticados pelas refinarias.

No caso da Refinaria de Mataripe, operada pela Acelen, os preços seguem política própria desde a privatização em 2021, sem vínculo direto com a política de preços da Petrobras, o que contribui para variações mais frequentes.

Medidas para conter o diesel

Diante da alta, o governo federal discute medidas para reduzir o impacto no diesel, especialmente para setores como transporte e produção agrícola. Entre as propostas está a concessão de subsídios e a manutenção da desoneração de tributos como PIS/Cofins sobre o combustível.

A proposta prevê uma redução estimada de até R$ 0,64 por litro, condicionada ao repasse pelas distribuidoras, como forma de conter a pressão inflacionária e reduzir os custos logísticos no país.

Mesmo com a possibilidade de medidas emergenciais, o cenário ainda é de incerteza, com os preços dos combustíveis sujeitos à volatilidade do mercado internacional e às decisões comerciais das refinarias.

 

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