Muito popular no Brasil, o capim-limão (Cymbopogon citratus), também conhecido como capim-santo, chamou a atenção das estudantes Thaís Oliveira e Sabrina Lopes. Ao estudar as características da matéria-prima acessível, as jovens decidiram aplicar o conhecimento em um produto desenvolvido no ambiente escolar.
Segundo a professora orientadora Laise Estefanes, a proposta foi criar um sabonete de forma sustentável, com menor impacto ambiental em comparação a produtos disponíveis no mercado. A iniciativa teve destaque durante o Encontro Estudantil da Secretaria da Educação.
“Nosso produto tem como diferencial o uso de capim-limão cultivado na horta da própria escola, garantindo uma matéria-prima natural e de fácil acesso. Priorizamos a sustentabilidade, com recursos disponíveis no ambiente escolar, incentivando o aproveitamento consciente e a educação ambiental”, afirma.
Conforme informações de Secti, Laise Estefanes aponta a educação científica e empreendedora como oportunidade para jovens. “Projetos como esse aproximam os alunos da pesquisa científica de forma aplicada, permitindo que eles compreendam na prática conceitos de química, biologia e controle de qualidade”, lista.
De acordo com Thaís e Sabrina, as próximas etapas incluem aprimorar a formulação do sabonete e ampliar o foco em sustentabilidade. “Pretendemos seguir a pesquisa para encontrar mais matérias-primas sustentáveis, buscando ingredientes que tenham menor impacto ambiental e que possam ser obtidos de forma consciente”, concluem.
A iniciativa integra a série de reportagens Bahia Faz Ciência, lançada pela Secti em 8 de julho de 2019, no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico. A série aborda trabalhos em ciência, tecnologia e inovação e divulga matérias semanalmente às segundas-feiras.





