
A Bahia concentra atualmente 144.928 pessoas com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), ocupando a quarta posição nacional em números absolutos. Segundo os dados do Censo 2022 do IBGE, o perfil baiano é majoritariamente masculino: os homens representam 59,4% dos casos registrados, somando mais de 86 mil pessoas.
Apesar do alto número total, a Bahia aparece empatada com o Tocantins com o menor índice proporcional do país, atingindo 1% da população local. Essa marca fica abaixo da média nacional, que é de 1,2%. O levantamento revela ainda que o autismo no estado tem um rosto jovem, com 34,4% dos diagnosticados tendo até 14 anos de idade.
A educação é um dos pontos mais críticos apontados pela pesquisa. Enquanto a maioria das crianças baianas está nas salas de aula, o índice de frequência escolar cai entre os autistas. A situação piora na adolescência: entre jovens de 15 a 17 anos com TEA, apenas 71,9% frequentam a escola, contra mais de 85% da população geral nessa faixa etária.
Essa dificuldade de permanência no ensino reflete diretamente no futuro desses cidadãos. Entre os adultos com autismo na Bahia com mais de 25 anos, cerca de 60,2% não possuem instrução formal ou sequer conseguiram concluir o ensino fundamental, evidenciando as barreiras sociais e estruturais enfrentadas no estado.
Na distribuição geográfica, Salvador concentra o maior número de registros, com quase 29 mil pessoas. No interior, Feira de Santana e Vitória da Conquista aparecem logo em seguida. No entanto, proporcionalmente, a cidade de Mirante lidera o ranking estadual com 2,6% de seus moradores diagnosticados.
A divulgação desses números reforça a importância de políticas públicas voltadas para a inclusão. O diagnóstico precoce e o suporte escolar são fundamentais para mudar o cenário de exclusão que ainda afasta milhares de baianos do convívio social e do mercado de trabalho.
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