
Mediadores:
Prof. Dr. Osmar Moreira (Poscritica/UNEB)
Prof. Dr. Hu Xudong (Universidade de Pequim)
Prof. Dr. Henrique Seidel (Poscritica/UNEB)
Dia 18/08/2018 às 19:00 h
Local: Memorial Antônio Conselheiro MAC UNEB/Canudos - Ba
O Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural, Campus II/UNEB, Alagoinhas, o Centro de Cultura Brasileira, da Universidade de Pequim, China, e o Campus Avançado de Canudos, promovem essa roda de conversa sobre o tema mencionado acima com o objetivo de posicionar os sertões como um signo do pensamento de resistência de povos oprimidos que, desde a invenção da modernidade ocidental e sua elite do atraso e da violência epistêmica, têm, esses sertanejos, recusado todas as formas de aprisionamento, bem como têm promovido toda a sorte de liberdade, ainda que clandestina.
Assim, a tradução de Os Sertões por prisioneiros chineses, em tempos de revolução cultural, não só indica as anomalias de um processo revolucionário, mas atualiza as necessidades de uma revolução agrária e cultural num país como o braZil que, em seus mais de 500 anos contra o povo pobre, precisa ainda ser confrontado em suas ficções reativas através de outras ficções, ativas, para se atingir uma forma de materialismo cultural e histórico, a favor da distribuição equitativa da riqueza material e simbólica produzidas pelos trabalhadores.
Para tanto, convidamos artistas, memorialistas, historiadores, estudantes, professores, e comunidades em geral para essa roda de conversa tão necessária para debatermos o Brasil e sua relações internacionais e criar, com isso, novas condições para que o nosso país deixe de ser uma nação subalterna, com sua autonomia juridico-politica, econômica, cultural, sempre ameaçada pelos imperialismos e o atual estado de exceção por que estamos passando. Além dessa roda de conversa, temos uma visita guiada ao Parque de Canudos, um espetáculo teatral que apresenta e redimensiona a história, e a interação com criadores do laboratório de audiovisual do MAC, como exemplos de que para transformar uma realidade opressora não basta uma crítica da representação social, cultural, etc, mas é preciso, também, a constituição dos dispositivos para produção e gestão permanente dessa crítica.
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