
Mosquito é o retransmissor da doença, que atinge animais e humanos
Conhecida como calazar, a leishmaniose visceral é uma doença infecciosa sistêmica que vem tomando uma grande proporção e quando não é tratada pode chegar a ser fatal, em mais de 95% dos casos. Diante das notificações compulsórias, Feira de Santana registrou o maior número de casos confirmados este ano.
De acordo com o coordenador do Núcleo Regional de Saúde Centro Leste, Edy Gomes, a cidade foi notificada com 54 casos. Deste total, 27 são de pessoas residentes em Feira de Santana e, destes, 16 casos foram confirmados para Leishmaniose Visceral. Três pessoas já morreram.
As ocorrências aconteceram em 5 distritos: Maria Quitéria, Matinha, Bonfim de Feira, Ipuaçu e Jaguara e em 7 bairros: Campo Limpo, Novo Horizonte, Rua Nova, Tomba, Panorama, São João e Santo Antônio dos Prazeres.
Não existe imunobiológico para prevenir e evitar a contaminação, infelizmente, ela é conhecida como calazar e essa doença se apresenta de duas formas, uma é a leishmaniose tegumentar, que atinge a pele e a outra leishmaniose visceral, que atinge os órgãos internos. O maior número de notificações é do município de Feira e o maior número de positivos também é Feira, relatou.
O calazar é uma doença tratável e curável, os sintomas são febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, nódulos linfáticos e anemia. Todos os pacientes diagnosticados precisam de tratamento rápido e completo, existindo diferentes opções, com efetividade e efeitos colaterais variados.
Os indivíduos ficam sintomáticos e apresentam insuficiência hepática, a própria característica da doença vai fazer com que a pessoa procure uma unidade hospitalar. Feito o diagnóstico, existe o tratamento que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde, sem custo algum e na maioria das vezes os indivíduos conseguem sair do quadro sem sequela e sem maiores danos, ressalta Edy.
A leishmaniose visceral é transmitida através da picada do flebótomo, conhecido popularmente como mosquito palha. Animais e pessoas podem ser infectados. A coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Mirza Cordeiro, salienta que o teste é oferecido no local para diagnosticar a doença em cães. A Zoonoses realiza testes para identificar se o animal está ou não infectado. Nós estamos trabalhando com medidas de prevenção através do processo de borrifação nas regiões, disse.
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