
De Janeiro a Julho 2018 tivemos saldo negativo de 13 (treze) desempregados
Jeremoabo-BA: número de demissões ultrapassa o número de admissões no 1º. Semestre 2018
Um dia desses recente, fui surpreendido com uma visita de um jovem chamado Everton, morador de um povoado aqui perto. Buscava emprego e já havia percorrido vários lugares na cidade. Senti sua angústia e dizia estar impossibilitado de sair para centros maiores em busca porque cuida de sua mãe, velhinha e carente de cuidados. O que o trazia a mim: informações sobre possível seleção para figurante do filme Lampião, que eu divulguei no site.
Esta semana, ouvimos entristecidos o apelo de uma senhora, efetuada na Rádio Jeremoabo FM, que, chorando, oferecia-se para trabalhar como cuidadora de idoso ou secretária do lar, desempregada há algum tempo e que precisava alimentar suas três filhas.
A história de Everton é desta senhora é semelhante a de tantos outros do município que enfrentam o dilema cruel do desemprego. Eis um problema sério e crescente. O Brasil chega hoje a 13,4 milhões de pessoas desempregadas e as pessoas perdendo a esperança de conseguir um lugar ao sol. Na Bahia, no último mês de junho, o número de demissões ultrapassou em mais de 3 mil o de contratações, aponta Ministério do Trabalho.
Em Jeremoabo (BA), considerado o período de Janeiro a Julho de 2018, tivemos um saldo negativo de 13 (treze) postos de trabalho, considerando-se os empregos formais, com carteira assinada e sem contabilizar os empregos do setor público. Ou seja, tivemos 52 (cinquenta e duas) novas admissões e 65 (sessenta e cinco) desligamentos, segundo o Cadastro Geral de Desempregados do Ministério do Trabalho, conforme quadro a seguir.

Analisando alguns setores da economia, temos o seguinte quadro:
| SETOR | ADMISSÕES | DESLIGAMENTOS | SALDO |
| COMÉRCIO VAREJISTA | 17 | 30 | -13 |
| AGROPECUÁRIA | 5 | 3 | +2 |
| SERVIÇOS | 16 | 14 | -2 |
| CONSTRUÇÃO CIVIL | 2 | 2 | 0 |
Comparativamente com períodos semelhantes de outros anos (Janeiro a Julho) temos que no ano passado (2017) tivemos saldo negativo de 16 (dezesseis); em 2016, saldo negativo de 33 (trinta e três) e em 2015 saldo negativo de 81 (oitenta e um), o que alenta um pouco visto que a cada ano, no mesmo período estamos reduzindo o saldo negativo entre os que chegam e os que perdem empregos.
Numa análise da conjuntura econômica podemos apontar dois fatores, um positivo e outro negativo que podem alavancar o comércio neste restante de ano e, quem sabe, modificar este panorama. Negativamente, tem a pesar contra nós a péssima safra agrícola motivada pela irregularidade das chuvas e que traz um quadro de perdas para nossa agricultura. Ora, um município com vocação agrícola como o nosso faz refletir esta situação diretamente no comércio varejista, nosso maior empregador privado. Positivamente, entramos num período agora de liberação de décimo-terceiro salário que pode ser um fator estimulador de consumo. De âmbito mais público, um fator pode contribuir com a alavancagem das vendas ou recuperação de algumas perdas pelo comércio, que é o pagamento dos salários atrasados de servidores efetivos da Prefeitura Municipal, deixados quando da mudança da gestão, por fatores já analisados e de conhecimento público.
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