
Entenda as principais diferenças entre as 4 diferentes espécies de Araras Azuis, de nomes semelhantes, mas que têm formas de vida e desafios distintos.
ARARA-AZUL-PEQUENA (Anodorhynchus glaucus):
Esta espécie considerada possivelmente extinta, não é avistada há mais de 60 anos e não há notícias de exemplares em cativeiro.
A caça e a destruição do habitat foram indicadas como as prováveis causas.
ARARA-AZUL-GRANDE
(Anodorhynchus hyacinthinus):
Esteve em grave risco de extinção devido ao tráfico e ao desmatamento. Mas graças principalmente ao trabalho pioneiro da bióloga e Prof. Dra. Neiva Guedes, possibilitou o seu aumento, e hoje, já ocupam novas áreas no Brasil e Paraguai.
ARARINHA AZUL:
(Cyanopsitta spixii)
Em decorrência do tráfico e da degradação do seu habitat, a população desta pequena arara foi reduzida até restar um único indivíduo na natureza, que desapareceu em 2000 na região de Curaçá-BA.
Apos sua extinção na natureza, o governo brasileiro e outras instituições, inclusive estrangeiras, iniciaram um grande esforço de reprodução das últimas ararinhas, que em sua maioria estavam em poder de criadores. Os esforços deram resultados, e de uma população em cativeiro de poucos indivíduos há vinte anos, hoje temos mais de 160 ararinhas. A boa notícia é que 52 delas retornaram ao Brasil em 03/03/2020 e farão parte de um programa de Reintrodução na sua área de ocorrência original.
ARARA-AZUL-DE-LEAR
(Anodorhynchus leari):
Esta espécie está considerada em perigo de extinção, principalmente pela ação do tráfico e pela destruição do seu habitat.
Hoje, com as campanhas realizadas para combater o tráfico, a falta de alimento tornou-se o principal problema para tentar salvar a espécie.
A proteção dos dormitórios e dos ninhos, a mobilização de diversas instituições e, principalmente, a conscientização da comunidade local, vem permitindo o crescimento da sua população em vida livre. O último senso do ICMBio, estima em mais 1700, distribuídas pelos municípios de Canudos, Euclides da Cunha, Jeremoabo, Monte Santo, Paulo Afonso, Quinjingue, Uauá, Campo Formoso, e continuam se expandindo, o que impõe a necessária vigilância e trabalho de educação ambiental. @ Projeto Jardins da Arara de Lear
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