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História & Cultura: O dia em que Lampião e seu bando chegou a Euclides da Cunha

04/02/2017 às 14h34
Por: admin Fonte: Hildebrando Siqueira (por depoimento de seu tio Ioiô da Professora e Zé Dantas) Artigo publicado anteriormente no site museudocumbe.com
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História & Cultura: O dia em que Lampião e seu bando chegou a Euclides da Cunha

O bando de Lampião atuou primeiramente e durante muitos anos nos estados de Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Após grande cerco e grande perseguição das policias de todos estes estados em conjunto, muito cansado e necessitando de uma parada para restabelecimento e reorganização, em 28 de SETEMBRO de 1928, resolveu atravessar o Rio São Francisco e se internar na Bahia, onde desapareceu na caatinga durante 3 meses, não havendo notícias de qualquer espécie do bando de Lampião durante todo esse período.

No dia 28 de DEZEMBRO de 1928, Ioiô da Professora, filho da professora Erotildes e Zé Dantas, primos, então com 20 anos de idade estavam na esquina do local onde hoje está situado o Hotel Lua, quando viram algo estranho, brilhando de forma intensa sob o sol inclemente do meio dia em ponto; eram cavaleiros montados, que se aproximavam trotando, vindos da atual Rua Major Antonino, no sentido do hotel lua e o brilho notado por Ioiô e Zé Dantas seria identificado mais tarde para espanto dos dois, como libras esterlinas, (moeda inglesa) cravejadas nas armas e nos chapéus dos Cangaceiros precisamente no antigo Cumbe em 28 de DEZEMBRO de 1928. Lampião parou exatamente diante dos dois, disse-lhes que era LAMPIÃO e perguntou a Ioiô da Professora onde era a casa do delegado.

Na época o delegado era Luiz Caldeirão com quem queria conversar e dizer que vinha em paz. Ioiô e Zé Dantas acompanharam Lampião até a casa do delegado Luiz Caldeirão e ouviram toda a conversa. Depois, o delegado encaminhou Lampião à residência colonial do Capitão Dantas na praça da Igreja. Ali, após um almoço que lhe foi preparado, Lampião perguntou a Ioiô da Professora, então com 20 anos, se ele sabia ler e se tinha algum jornal; Ioiô informou que sim, que tinha um jornal que falava do Capitão Virgulino. Lampião pediu que Ioiô fosse buscar o jornal e fizesse a leitura para ele. Ioiô leu o jornal dando as notícias da Capital da Bahia de quê “NÃO SE SABE DO PARADEIRO DE LAMPIÃO” e, “QUE TUDO INDICA QUE LAMPIÃO ESTÁ MORTO”. À medida que Ioiô lia o jornal, LAMPIÃO balançava a cabeça em aprovação e dizia: – “APOIADO” “APOIADO” Na verdade Lampião estava no Cumbe e vivo. Morreu em 1938 na fazenda Angico em Poço Redondo, Sergipe.

 

 

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