
Hoje estaria iniciando os festejos juninos com a Tradicional Alvorada. Seria realizada a 32ª edição, mas pelo bem do próprio povo, não é possível estarem perto.
O Prefeito Genário Rabelo e toda equipe da Prefeitura de Canudos desejam que toda a alegria manifestada em todas as edições da Alvorada invada nossas casas e que a esperança de passarmos por essa fase difícil nos motive a cuidarmos uns dos outros respeitando as orientações. Em breve estaremos juntos realizando uma grande Alvorada da Paz, do Amor e da Saúde!
Ao recordar esse momento tão importante para nossa cultura, compartilhamos o emocionante de texto da nossa amiga canudense, Monalisa Macedo.
"Hoje, o cheirinho da fogueira ficaria mais forte, a cidade toda se enfeitava para esperar a nossa tão amada alvorada de Canudos. A Alvorada é um dos festejos mais lindos que há. É onde a alegria e a simplicidade andam abraçadas, não tem como explicar, é de arrepiar.
Neste ano, no entanto, Carla e seus ajudantes não estão preparando as nossas batidas, Bião não vai subir no trio, não teremos abraços e nem “Na Beira do Asfalto”. Neste ano, a alvorada será apenas uma lembrança, lembrança de uma época que agora parece tão distante.
Dia 1 de junho era dia de reunir a equipe, começava a programação da maior celebração do sertão. A Cavalgada é beleza, é força, é história, e mais do que tudo: é resistência.
Na véspera, não dormíamos, a madrugada era ansiedade e trabalho. Muita gente se ajudando e tudo feito com carinho para receber as estrelas da festa, nossos queridos vaqueiros. A comida tinha que ser a mais saborosa. Não víamos a missa, nem o desfile, nossa satisfação era ver o vaqueiro feliz e honrado. E aqui não poderia deixar de falar de “Geo” com seus cuidados e broncas por medo de algo não sair conforme planejado, ele sempre deu o melhor de si com amor.
Neste ano, as bandeirolas não serão erguidas e não ouviremos ecoar pelas ruas da cidade as toadas dos vaqueiros.
Nossa missão agora é o oposto, estamos enfrentando uma nova guerra e para conseguirmos vencer, teremos que nos reeducar e fazer diferente, os abraços precisam ser adiados!
Precisamos nos cuidar e cuidar dos nossos para que essa saudade seja apenas neste ano.
Que Deus nos dê força e sabedoria para enfrentar e vencer esse vírus. Que tenhamos responsabilidade social e nos isolemos por agora para que outrora voltemos a sentir o cheiro da fogueira, desfrutar das batidas de Carla, dançar forró até o sol raiar e ouvir Bião em nossa alvorada. Em 20 anos, nunca me senti tão impotente, mas, estou forte como combatente do COVID-19. E em nenhum momento duvide-se que... O Sertanejo é antes de tudo um forte."
Mín. ° Máx. °




