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OMS alerta que pandemia continua acelerando no mundo e que efeitos serão sentidos 'por décadas'

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da entidade, o primeiro milhão de casos levou três meses para ser atingido. Já o último milhão de casos aconteceu em apenas oito dias.

23/06/2020 às 10h16
Por: Allan Matos Fonte: G1
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A pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, "continua acelerando" no mundo, com um milhão de casos registrados em apenas oito dias, advertiu nesta segunda-feira (22) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O mundo também teve um recorde de novas infecções diárias no domingo (21): foram 183 mil novos casos. O maior número de infecções relatadas veio do Brasil.

 

"Sabemos que a pandemia é muito mais que uma crise de saúde, é uma crise econômica, social e, em muitos países, política. Seus efeitos serão sentidos durante décadas", afirmou Tedros em uma conferência virtual organizada em Dubai.

A advertência do diretor da OMS acontece no momento em que vários países entram em uma fase de flexibilização do confinamento para reativar suas economias.

Na semana passada, o diretor da OMS chamou esta nova fase de "perigosa", ao destacar que apesar da necessidade de colocar um ponto final nas restrições, o vírus prosseguia com "propagação rápida" e continuava sendo "mortal".

"Foram necessários mais de três meses para alcançar o primeiro milhão de casos registrados. O último milhão de contágios aconteceu em apenas oito dias", afirmou Tedros.

Futuras pandemias

O diretor da OMS também pediu aos governos que se preparem para futuras pandemias que podem acontecer "em qualquer país a qualquer momento e matar milhões de pessoas, porque não estamos preparados".

"Não sabemos onde nem quando acontecerá a próxima pandemia, mas sabemos que terá um impacto terrível sobre a vida e economia mundiais", advertiu Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Até o momento, a pandemia do novo coronavírus matou 468.724 pessoas em todo o mundo, de acordo com o levantamento da universidade americana Johns Hopkins às 9h45 desta segunda-feira. A Covid-19 foi detectada pela primeira vez em dezembro, na China.

Os países mais afetados são Estados Unidos (119.977 mortos), Brasil (50.951), Reino Unido (42.717), Itália (34.634) e França (29.643), também segundo dados da universidade americana Johns Hopkins às 9h45 desta segunda-feira.

O Brasil tem mais de um milhão de casos de Covid-19 e as Américas são o atual epicentro da pandemia, com 20 mil mortos no México, mais de 8 mil no Peru e mais de 1 mil na Argentina.

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