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Educação

1º lugar de medicina na UFPI, Lucas Oliveira veio da escola pública

22/12/2020 01h37
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Por: Allan Matos Fonte: Meio Norte

Por: Lucrécio Arrais | Do Nossa Gente

Lucas de Oliveira Santos nasceu no dia 2 de julho de 2000. Aos 20 anos, ele está fazendo o Curso de Medicina, algo que sempre sonhou. E são vários os motivos para comemorar. Vindo de escola pública, o jovem conquistou o primeiro lugar do curso mais concorrido da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

O êxito veio após o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019, onde o rapaz conquistou a tão sonhada vaga que foi prometida a avó na mais tenra infância. Com facilidade para exatas, o jovem galgou sucesso em uma jornada que incluiu vários passeios de D20 para chegar a escola.

Vindo de uma região distante, de uma família humilde de lavradores, Lucas é um exemplo para toda a juventude. Vindo de Pajeú do Piauí, logradouro localizado em uma distância de 412 km de Teresina, lá no assentamento Lagoa do Mato, o rapaz concluiu seus estudos de ensino médio vencendo várias adversidades, como ir para a escola na carroceria de uma D-20.

Escola pública foi base de sua formação

A escola pública foi sua base de formação e é a instituição que ele possui grande gratidão. Afinal, foi na Unidade Escolar Cipriano Vieira de Sá que surgiu o grande talento para um certame tão extenso e que necessita das mais variadas habilidades.

Daqui a alguns anos, o jovem Lucas será médico, mas para NOSSA GENTE ele sempre será um motivo de orgulho, para além da profissão. Na entrevista ele conta um pouco da rotina de estudos para conquistar a vaga de seus sonhos.

““Sempre amei estudar, principalmente exatas, minha paixão. Mas tive que me disciplinar um pouco também”.”

Lucas de Oliveira Santos

JMN: Você tem orgulho de vir da escola pública?

LS: Demais, é só mais uma coisa para se orgulhar e servir de inspiração pra outros mais que tem os mesmos sonhos. Porque mostra que assim como foi possível pra mim é pra todos os que querem essa área ou outras mais.

JMN: Qual área da medicina pretende seguir?

LS: Isso a gente vê com o decorrer do curso, mas estou entre neurocirurgia ou cirurgia geral.

JMN: Você já começou a estudar? Está gostando?

LS: Já comecei sim, é muito corrido, mais até que se preparar para o vestibular. Mas é excelente. Já estive em hospitais e amei a experiência. Tô só esperando a vacina pra ir para UFPI.

JMN: Como foi para você ser o primeiro lugar do curso mais difícil do Estado?

LS: Incrível, tem horas que paro para pensar na minha rotina antiga, de subir numa carroceria de uma D20 para ir a escola todos os dias, num interior isolado de tudo. Fico me perguntando: ‘poxa, como eu fiz isso?’.

JMN: Qual seu conselho para quem quer conquistar uma vaga concorrida?

LS: Estudar bastante, não tem fórmula mágica. É sentar numa cadeira e estudar. Para o Enem é necessário resolver provas antigas, fazer redações frequentemente, mas o básico para o Enem são questões. No mínimo umas 60 por dia, 20 questões de 3 matérias, por exemplo. Você fará mais rápido um dia, noutro você vai demorar um pouco, mas a rotina é crucial.

JMN: Qual matéria você menos gostava na escola?

LS: A matéria que eu menos gosto é redação. E por ironia tirei 980. Tive que fazer um esforço muito grande para vencer essa “aversão”.

JMN: Qual sua relação com os estudos? Sempre gostou de estudar ou foi uma questão de disciplina?

LS: Sempre amei estudar, principalmente exatas, minha paixão. Mas tive que me disciplinar um pouco também.

JMN: Sua determinação foi fundamental para o vestibular?

LS: Minha determinação foi crucial. Houve muito preparo fazendo olimpíadas científicas e participando todo final de semana do Preparatório Enem do Governo Federal. Eu procurava sempre uma forma de estar me preparando.

Jornal Meio Norte: Você sempre quis ser médico?

Lucas Santos: Isso é bem interessante porque uma vez minha avó me trazia da escola de bicicleta um dia, eu tinha seus 5 ou 6 anos. Eu disse para ela que queria ser médico. Ela só disse: ‘pois estuda’. E quando eu passei ela se lembrou dessa cena e viu que eu não estava brincando e realmente eu queria, quero, medicina.

Fonte: Meio Norte

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