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Ministro da Fazenda Joaquim Levy diz que terá conversas individuais com governadores

21/05/2015 às 17h57 Atualizada em 21/05/2015 às 18h05
Por: admin Fonte: O Estado de São Paulo
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(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chegou nesta sexta-feira, 8, para o III Encontro de Governadores do Nordeste e disse que vai começar na semana que vem conversas individuais com os governadores para tentar ouvir deles as propostas e solicitações de forma a dar encaminhamento ao ajuste fiscal.

Para Levy, o ajuste fiscal vai, num horizonte maior, destravar investimentos no País e, em especial, para a Região Nordeste. "Vamos começar conversas com os governadores na semana que vem e dar encaminhamento ao ajuste fiscal", disse Levy.

O ministro chegou ao evento com duas horas e meia de atraso e só conseguiu chegar a Natal por volta da 1 h da manhã desta sexta-feira. Levy disse que tem trabalhado muito para aprovar as medidas de ajuste fiscal no Congresso. "Temos que trabalhar para destravar e continuar a dar crescimento aos investimentos. O ajuste fiscal é extremamente essencial para botar a casa em ordem", afirmou o ministro.

O ministro voltou a dizer que o ajuste vai manter os programas fundamentais para a estabilidade do País e a manutenção do emprego. Ainda de acordo com ele, durante muitos anos o Brasil adotou medidas na contramão do mundo, que passava por dificuldades, para que o País não fosse afetado pela crise.

Mas agora, disse, o mundo mudou e as medidas propostas são compatíveis com um ajuste fiscal que garante geração de empregos e investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Nessa semana, a Câmara aprovou a MP 665, que faz parte do pacote de ajuste fiscal encaminhado pelo Executivo ao Congresso. A Medida Provisória muda as regras de acesso a benefícios trabalhistas, como seguro-desemprego. A MP 665 segue para votação no Senado. A MP 664, que prevê alterações em benefícios previdenciários, ainda não foi votada.

IMPACTOS DAS MEDIDAS PROVISÓRIAS

MP 665 passou na Câmara e vai ao Senado; MP 664 não foi votada

R$ 18 bilhões - era a economia prevista pelo governo, por ano, com a Medida Provisória 665, que dispõe sobre benefícios trabalhistas, e com a Medida Provisória 664, que altera benefícios previdenciários

R$ 16 bilhões - era o valor que o governo previa poupar, antes das alterações do Congresso, com as mudanças no seguro-desemprego (R$ 9 bi) e no abono salarial (R$ 7 bi), itens que integram a MP 665

R$ 14,5 bilhões - é o valor que será economizado, por ano, com as MPs após as alterações feitas pelo Congresso. Com as mudanças na MP 665, governo deixa de economizar R$ 2,5 bi; com as alterações na MP 664, valor chega a R$ 1 bilhão

R$ 2 bilhões - era quanto o governo pretendia economizar, antes das alterações do Congresso, com as mudanças no pagamento de pensão por morte e auxílio-doença (MP 664) e do seguro-defeso (MP 665), recebido por pescadore
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