
A seca avassaladora na Bahia alcança patamares críticos, afetando a vida de milhares de pessoas. Com mais de 90 municípios em estado de emergência devido à falta de chuvas, a situação torna-se cada dia mais grave. Entre as cidades afetadas estão Jeremoabo, Santa Brígida e Juazeiro. Um dos casos mais emblemáticos é o de Feira de Santana, que decretou emergência após graves prejuízos na agricultura e na pecuária.
Publicado na terça-feira (24) no Diário Municipal de Feira de Santana, o decreto tem validade de 180 dias. Agricultores da região estimam que 90% das safras de milho e feijão foram perdidas. “O custo da estiagem é alto, tanto em perdas materiais quanto na capacidade de sustento de animais pequenos”, lamenta Conceição Borges, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, ao g1.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, destaca o impacto econômico da crise hídrica. “O comércio sofre imediatamente com a perda na agricultura, levando muitos jovens a buscar alternativas de emprego nas grandes cidades”, alerta.
Apesar do decreto permitir medidas como o aumento de carros-pipas e reforma de cisternas, Humberto Miranda acredita que são ações insuficientes. “Precisamos de mais do que paliativos. Assistência técnica e crédito para produtores são essenciais”.
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