°C °C
Publicidade

Onda de calor atinge 2,7 mil cidades e deve durar até sexta-feira

16/11/2023 às 09h57
Por: PROVISÓRIO Fonte: Agência Brasil
Compartilhe:
Onda de calor atinge 2,7 mil cidades e deve durar até sexta-feira

A onda de calor que atinge principalmente as regiões Sudeste e Centro-Oeste deve
durar até sexta-feira (17). A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet),
órgão federal vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Em boletim atualizado, foram listados 2.707 municípios afetados. Além de todas as
cidades situadas no Centro-Oeste, no Sudeste e no estado de Rondônia, a relação
inclui aquelas localizadas no sul do Piauí, do Maranhão, de Tocantins, do Pará e do
Amazonas, no sudoeste da Bahia e no norte do Paraná.

 

Na classificação do Inmet, as ondas de calor se configuram quando a temperatura se
mantém, ao longo de pelo menos cinco dias, 5ºC acima da média esperada para o
mês. A marca de 40ºC tem sido superada nos últimos dias no Rio de Janeiro, em
Cuiabá e também em muitas cidades do interior, como Corumbá e Água Clara, em
Mato Grosso do Sul, São Romão e Coronel Pacheco, em Minas Gerais, Seropédica, no
Rio de Janeiro, e Ibotirama, na Bahia.

Diversos recordes foram registrados pelo Inmet na terça-feira (14). Com máxima de
39,2ºC, Goiânia teve a tarde mais quente de sua história para o mês de novembro. Em
Campos do Jordão, no interior de São Paulo, a marca de 31ºC superou os 30,5ºC
medidos em setembro 1961, até então considerada a maior temperatura da cidade.
O Distrito Federal também alcançou um recorde com 37,3ºC: foi o dia mais quente do
ano até o momento.


Conforme a previsão do Inmet, estados que estão enfrentando a onda de calor
devem receber chuvas intensas na próxima semana. Na Região Sudeste, a queda da
temperatura na sexta-feira (17) já deve vir acompanhada de precipitações.
Para o período de 21 a 29 de novembro, algumas localidades devem receber um
grande volume de chuva, podendo ultrapassar 40 milímetros, especialmente em
Mato Grosso e Goiás, no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e
Espírito Santo. Nas demais áreas, o Inmet não descarta a possibilidade de pancadas
de chuvas.

No Rio de Janeiro, cariocas e turistas lotaram as praias nesta quarta-feira (15),
feriado da proclamação da República.

 

Efeito El Niño

A onda de calor que atinge boa parte do país está fortemente associada ao
fenômeno El Niño, apontam pesquisadores. O fenômeno é caracterizado pelo
enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste para oeste) e pelo
aquecimento anormal das águas superficiais da porção leste da região equatorial do
Oceano Pacífico. As mudanças na interação entre a superfície oceânica e a baixa
atmosfera têm consequências no tempo e no clima em diferentes partes do planeta.
Isso porque a dinâmica de circulação das massas de ar adota novos padrões de
transporte de umidade, afetando a temperatura e a distribuição das chuvas.
"Estamos enfrentando um El Niño forte", diz o géografo Marcos Freitas, pesquisador
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que chama a atenção para
medições realizadas pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, ligada ao
governo dos Estados Unidos. Esse órgão monitora a temperatura da água na
chamada Zona 3.4, localizada na porção equatorial central do Oceano Pacífico.
"Estamos chegando a quase 2ºC de anomalia. Em geral, temos um El Niño médio ou
fraco a cada dois anos, que é quando se tem uma anomalia de 1ºC, no máximo.
Quando passa de 1ºC, consideramos um El Niño forte. Isso altera as massas de ar
em cima do nosso continente." De acordo com Freitas, o que ocorre, então, é um

bloqueio das entradas de massas de umidade em parte do Sudeste e um pouco no
Centro-Oeste".
Segundo o pesquisador, a tendência é de um verão muito quente. "Esse El Niño não
vai se dissipar agora", acrescenta. A Organização Meteorológica Mundial (OMM)
estima que os efeitos do fenômeno devem ser sentidos pelo menos até abril do
próximo ano. Marcos Freitas observa que um El Niño forte ocorre mais ou menos a
cada sete anos, mas destaca que o grau de intensidade vem aumentando em função
do aquecimento global.


A avaliação do pesquisador da UFRJ é corroborada pelo coordenador da Rede Clima
da Universidade de Brasília (UnB), Saulo Rodrigues Pereira Filho. Ele vê possibilidade
de novas ondas de calor ainda neste verão. Saulo Rodrigues explica que, no Brasil,
além de influenciar a onda da calor no Sudeste e no Centro Oeste, o fenômeno
provoca seca nas regiões Norte e Nordeste, bem como chuvas torrenciais e ciclones
extratropicais no Sul.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
°

Mín. ° Máx. °

° Sensação
km/h Vento
% Umidade
% (mm) Chance de chuva
21h00 Nascer do sol
21h00 Pôr do sol
Qui ° °
Sex ° °
Sáb ° °
Dom ° °
Seg ° °
Atualizado às 21h00
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,21 +0,60%
Euro
R$ 5,91 +0,28%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 335,840,57 -2,65%
Ibovespa
169,896,72 pts -0.8%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias