
Os pagamentos de junho do Bolsa Família começam nesta quarta-feira, 17 de junho, e vão atender mais de 19,34 milhões de famílias em todo o país, totalizando cerca de 50,1 milhões de pessoas. O repasse supera R$ 13,08 bilhões, com benefício médio de R$ 677,66.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, em junho mais de 140 mil novas famílias entram na Regra de Proteção. Nessa modalidade, grupos que aumentaram a renda acima de R$ 218 por pessoa no lar podem continuar no programa.
Com a Regra de Proteção, famílias que ultrapassarem o limite de renda para permanência seguem recebendo 50% do valor médio do Bolsa Família por até 12 meses, desde que a renda não passe de R$ 706 per capita. Neste mês, 2,26 milhões de famílias estão nessa condição.
Esses lares incluídos na Regra de Proteção recebem, em média, R$ 369,27 por domicílio. O programa mantém a transferência conforme os critérios estabelecidos e aplica a redução proporcional também aos adicionais para quem está nessa regra, quando houver direito ao benefício extra.
A Região Nordeste concentra o maior número de domicílios contemplados, com mais de 8,97 milhões de lares beneficiados. O investimento do MDS na região ultrapassa R$ 6,03 bilhões, e o valor médio do benefício é de R$ 672,95.
Na Região Sudeste, 5,5 milhões de famílias são atendidas e receberão, em média, R$ 671,23. O repasse do MDS à região soma R$ 3,68 bilhões em junho.
Na Região Norte, o programa alcança 2,49 milhões de famílias, com investimento de R$ 1,76 bilhão. A região registra o maior benefício médio do país, de R$ 706,91 por domicílio.
Já a Região Sul reúne 1,32 milhão de famílias contempladas, com benefício médio de R$ 672,93. O MDS está transferindo R$ 889,67 milhões à região por meio do Bolsa Família.
No Centro-Oeste, o Bolsa Família chega a 1,03 milhão de lares em junho. O repasse é de R$ 713,1 milhões, e o valor médio do benefício na região é de R$ 688,06 por família.
Confira a lista com número de famílias beneficiadas por município
O Bolsa Família mantém uma cesta de benefícios adicionais voltada a diferentes fases da vida, com foco em crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes. As famílias que têm direito ao adicional e estão em Regra de Proteção recebem 50% do valor adicional.
Em junho, o Benefício Primeira Infância (BPI), de R$ 150 por criança, será pago a 8,43 milhões de meninas e meninos de até sete anos incompletos, com investimento total de R$ 1,19 bilhão.
O Benefício Variável Familiar Criança (BV), destinado a crianças e adolescentes de sete a 16 anos incompletos, soma R$ 535,24 milhões em repasses, alcançando 11,61 milhões de beneficiários.
Já o Benefício Variável Familiar Adolescente (BVA) garante, em junho, R$ 124,84 milhões para distribuição entre 2,74 milhões de adolescentes, com idades entre 16 e 18 anos incompletos.
Para gestantes, o MDS destina R$ 31,33 milhões por meio do Benefício Variável Familiar Gestante (BVG). Mais de 670 mil grávidas receberão o adicional de R$ 50.
Também serão repassados R$ 16,2 milhões pelo Benefício Variável Nutriz (BVN), contemplando 336,7 mil famílias com crianças de até seis meses de idade. Nessas situações, o adicional é de R$ 50.
As mulheres seguem como maioria entre as responsáveis familiares por domicílio. Em junho, 16,22 milhões das famílias beneficiárias são chefiadas por mulheres, o que representa 84% do público contemplado.
Entre os mais de 50,1 milhões de integrantes do programa, 29,42 milhões são mulheres, número equivalente a 58,7% do total. O Bolsa Família também alcança majoritariamente a população negra, com 36,66 milhões de pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas no Cadastro Único.
Esse contingente corresponde a 73,2% do público atendido em áreas urbanas e rurais. Em junho, o programa atende ainda 259 mil famílias indígenas, 302,8 mil famílias quilombolas, 282,78 mil famílias com pessoas em situação de rua, 423,4 mil famílias de catadores de material reciclável e 40,5 mil famílias em risco social ou violação de direitos.
O pagamento segue calendário escalonado conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS), encerrando com o NIS final zero no último dia útil de junho. Famílias em municípios em situação de emergência ou calamidade pública reconhecidos pelo Governo do Brasil recebem o pagamento unificado.
Nesses casos, o benefício pode ser movimentado no primeiro dia do cronograma. A quebra do escalonamento é válida por dois meses e, se o município permanecer em emergência ou calamidade, a solicitação pode ser renovada junto ao MDS.
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