
O Ibama e a PF estão trabalhando conjuntamente num trabalho de repatriação inusitado: 12 araras-azuis-de-lear e 17 micos-leões-dourados que foram provavelmente capturados na Bahia, exportados por traficantes de animais e apreendidos na África Ocidental — mais exatamente no Togo.
As espécies, ameaçadas de extinção no Brasil (há apenas 1,5 mil dessas araras no mundo), saíram do país pelo Suriname. Uma equipe do Ibama está no Togo cuidando dos sobreviventes (três morreram), enquanto aguardam os trâmites para devolvê-los a seu habitat.
Também está em andamento uma investigação que apura a atuação de uma rede internacional de tráfico de animais.
Uma arara-azul-de-lear é vendida no mercado ilegal em média por valores entre US$ 60 mil a US$ 100 mil. Um ovo dessa espécie chega a custar US$ 10 mil. Já o mico-leão-dourado é comercializado por cerca de US$ 25 mil no exterior.
A propósito, a ONG Renctas pediu ao Ministério do Meio Ambiente autorização para instalar 40 câmeras com visão térmica na região do Raso da Catarina, na Bahia, a fim de monitorar ninhos de araras-azuis. Se aprovado, será um monitoramento inédito feito por voluntários 24 horas por dia.
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