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Brasil fica em 13º em produção científica no mundo e vê queda nos últimos anos

17/08/2024 às 14h48
Por: PROVISÓRIO Fonte: Bahianoticias
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Brasil fica em 13º em produção científica no mundo e vê queda nos últimos anos

Ainda com uma pesquisa com desempenho modesto, abaixo da média internacional e em queda nos últimos anos, o Brasil se mantém na 13ª colocação no mundo em relação ao número de publicações científicas, de 2019 a 2023.
 

Os dados são parte do relatório "Panorama das Mudanças na Pesquisa no Brasil", produzido pela plataforma Clarivate e divulgado, nesta quinta-feira (15), pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). A análise é feita em relação a todos os países do mundo, mas o relatório destaca os 20 líderes em produção.

 

O país publicou, no período de cinco anos, 458.370 estudos, número próximo aos vizinhos imediatos de ranking Coreia do Sul e Rússia. O valor, porém, é consideravelmente distante dos líderes EUA (mais de 4 milhões de publicações), China (mais de 3,6 milhões) e Reino Unido (mais de 1,2 milhão).
 

Após um período de constante crescimento, desde 2021 o número de publicações científicas tem caído, segundo os dados apresentados. A queda, porém, reflete a tendência encontrada mundo afora.

 

O relatório da editora científica Elsevier e da Agência Bori, que também observa dados sobre publicações de pesquisas, apontou recentemente dados semelhantes de queda na produção científica no Brasil e no mundo.
 

Denise Pires de Carvalho, presidente da Capes, afirmou, durante a apresentação do relatório, que a queda na produção científica no país pode ser explicada, em parte, pela diminuição do fomento por parte do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).
 

"Não se faz ciência, não se produz conhecimento sem o adequado investimento", disse Carvalho.

 

Considera-se como um estudo publicado brasileiro aquele que tem algum autor que faça parte de uma instituição nacional. Caso um estudo tenho autores de diferentes nacionalidades, a pesquisa é contabilizada unitariamente para cada um dos países envolvidos, ou seja, mesmo que haja mais de um autor de um mesmo país, a pesquisa só será contabilizada uma vez.
 

Já o percentual de estudos brasileiros altamente citados -o número de vezes em que uma pesquisa é citada, em bibliografia, por outros estudos é tido como uma medida de impacto e importância do material- permanece abaixo da média mundial. Valores próximos a 0,8% dos artigos publicados no Brasil ficaram entre os 1% de estudos mais citados (a média global é de 1%). Já o percentual das pesquisas entre as 10% mais citadas vem caindo constantemente, chegando a cerca de 6% em 2023 (a média mundial é 10%).

 

Outro ponto analisado pela Clarivate é uma métrica de impacto das pesquisas, feita a partir de um cálculo que envolve as citações de cada estudo. Nesse ponto, o Brasil tem pesquisas com impacto de citação menor que outros países de destaque da América Latina, do G7 e do Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
 

Um dado interessante observado na pesquisa é a publicação de pesquisas de acesso aberto. Algumas das principais revistas científicas do mundo possuem paywall, no qual quem quiser ler o conteúdo deve pagar um valor. Mas, ao mesmo tempo, há pesquisas que possuem acesso aberto e periódicos científicos que podem ser acessados por qualquer um.

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