
Além disso, o governo planeja suspender benefícios suspeitos de irregularidades, o que deve gerar uma economia adicional de R$ 1,1 bilhão. Essas medidas fazem parte de um dispositivo incluído no projeto de lei da desoneração da folha de pagamento, que visa dar maior segurança jurídica ao INSS na adoção de medidas cautelares.
Outros R$ 6,4 bilhões serão economizados com a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. A atualização cadastral das famílias deve gerar R$ 4,3 bilhões dessa economia, enquanto a revisão pericial de benefícios concedidos a pessoas com deficiência deve economizar R$ 2,1 bilhões.
Embora a revisão do BPC tenha enfrentado resistência dentro do próprio governo, especialmente no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o programa segue adiante. Na coletiva, a ausência de um representante do MDS foi notada, mas Firpo afirmou que o ministério continua sendo um grande parceiro. Além das revisões mencionadas, o governo também espera economizar R$ 3,2 bilhões com a revisão dos benefícios por incapacidade e R$ 1,1 bilhão com o seguro-defeso, benefício pago a pescadores durante o período de proibição da atividade.
Por fim, foi anunciado um corte de R$ 2,3 bilhões no orçamento do Bolsa Família para 2025, mantendo-se a base do orçamento de 2023, que foi de R$ 166,3 bilhões. A economia no programa será alcançada principalmente pela continuidade da revisão cadastral que, no ano passado, economizou R$ 9,4 bilhões ao excluir famílias que não atendiam aos critérios do benefício.
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