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Mulher aciona Justiça após virar alvo de chacota no trabalho por pedir licença-maternidade para cuidar de bebê reborn

Funcionária pede indenização por danos morais de R$ 10 mil, por considerar que teve maternidade deslegitimada e foi alvo de exposição vexatória.

29/05/2025 às 11h07 Atualizada em 29/05/2025 às 11h14
Por: PROVISÓRIO Fonte: g1.com
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Mulher aciona Justiça após virar alvo de chacota no trabalho por pedir licença-maternidade para cuidar de bebê reborn

Uma mulher entrou com uma ação judicial contra a empresa em que trabalha após ter um pedido de licença-maternidade negado. Ela pretendia se afastar das atividades para cuidar de um bebê reborn, conforme aponta a ação protocolada no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA) na terça-feira (27).

A defesa da funcionária informou que o principal ponto da ação não é a concessão de licença maternidade, mas sim os constrangimentos que a mulher tem sofrido no ambiente de trabalho. Após a divulgação do processo, os advogados envolvidos no caso receberam diversas críticas e decidiram retirar a ação na quinta-feira (29).

Segundo o documento que o g1 teve acesso, a mulher trabalha desde 2020 como recepcionista de uma empresa localizada no centro de Salvador. Ela solicitou a licença-maternidade de 120 dias, além do recebimento do salário-família, para poder cuidar do boneco hiper-realista, que considera como filha.

Na ação trabalhista, a defesa da funcionária argumenta que a maternidade vai além da biologia e que os cuidados com a bebê reborn requerem o “mesmo investimento psíquico e [o] mesmo comprometimento afetivo que toda maternidade envolve”. Além de ter o pedido negado, a mulher alega que foi alvo de chacota no ambiente de trabalho.

A empresa negou o pedido sob os argumentos de que ela não é “mãe de verdade” e teria constrangido a funcionária diante de colegas, afirmando que ela “precisava de psiquiatra, não de benefício”.

Mulher exige pagamento de indenização no valor de R$ 10 mil

A funcionária exigiu uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil, afirmando ter sofrido um “abalo psíquico profundo” após ter a maternidade deslegitimada. Além disso, ela exige a indenização por considerar que foi exposta ao ridículo e privada de direitos. O argumento apresentado pela defesa da funcionária é de que, ao submetê-la à exposição vexatória, a empresa rompeu a relação de boa-fé entre patrão e funcionário.

Ainda conforme a ação trabalhista, a mulher pede também a rescisão indireta de seu contrato com a empresa. Com isso, ela teria acesso à liberação do FGTS, da multa de 40% e das guias para habilitação no seguro desemprego.

 

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