
Pelo segundo mês seguido, o indicador que registra a prévia da inflação oficial teve queda, com os preços dos grupos de alimentação e habitação contribuindo para o segundo melhor resultado em 2026. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo IBGE, a prévia da inflação de junho foi de 0,41%, uma queda de 0,21% em relação à taxa de 0,62% verificada em maio.
Em abril, o IPCA-15 havia chegado a 0,89%, e em dois meses o indicador caiu 0,48%. No ano, o índice acumula alta de 3,45% e, em 12 meses, 4,80%, acima dos 4,64% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para a composição do IPCA-15, destacam-se Alimentação e bebidas, com a maior variação (0,74%) e Habitação (0,72%). Juntos, os dois grupos respondem por cerca de 66% do resultado do mês. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,03% de Transportes e a alta de 0,47% de Saúde e cuidados pessoais.
A alimentação no domicílio saiu de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Contribuíram para esse resultado as altas da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%). Os subitens tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço no 1º semestre, com acumulados de, respectivamente, 103,84%, 103,10% e 100,20%. No lado das quedas destacam-se o café moído (-3,69%) e as frutas (-0,96%).
Os preços do grupo Habitação desaceleraram de 1,03% em maio para 0,72% em junho. A energia elétrica residencial subiu 2,04%, configurando-se como o principal impacto individual no resultado de junho (0,08%), com a vigência da bandeira tarifária amarela.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,47%), os destaques são para os artigos de higiene pessoal (1,03%) e o plano de saúde, cuja variação de 0,35% reflete a incorporação de reajuste de 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vigente a partir de maio de 2026.
No grupo Transportes (-0,03%), houve aumento na passagem aérea (7,24%), ônibus urbano (1,18%) e automóvel novo (0,42%). Entre os recuos, se destacam os combustíveis (-1,22% e -0,08 p.p.), em termos de impacto.
Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada em Brasília (0,93%), por conta das altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (3,62%). Já o menor resultado (0,28%) ocorreu no Rio de Janeiro, em Curitiba e em Salvador.
A capital baiana, assim como Rio de Janeiro e Curitiba, teve alta geral de preços de 0,28%, abaixo da média nacional de 0,41%. Os destaques para um resultado menor do que o nacional ficam por conta das quedas verificadas no café moído (-5,00%) e na gasolina (-1,53%).
De acordo com o IPCA-15, houve uma forte queda entre maio (0,69%) e junho (0,28%). No trimestre, a variação acumulada na capital baiana foi de 2,17%, e em todo o ano de 2026, de 4,50%, abaixo da média nacional, que foi de 4,80%.
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