
Às vésperas do Réveillon, Alan Cleberton Pereira de Jesus, 39, decidiu tentar a sorte grande. Assim como milhares de sonhadores país afora, o educador físico resolveu arriscar na Mega-Sena da Virada na esperança de se tornar o mais novo milionário de 2019. Dono de uma academia no interior da Bahia, reuniu alunos e funcionários e fez um bolão. Entraram no rateio 89 pessoas.
Ao todo, 52 apostas acertaram as seis dezenas, com direito a levar uma bolada de R$ 5.818.007,36. Coincidentemente, três apostas foram feitas na cidade de Alan, a pequena Euclides da Cunha, município baiano com 60 mil habitantes, situado a cerca de 320 km de Salvador. A lotérica Boa Sorte foi apelidada pela população de "pé quente".Alan e seu grupo de apostadores fizeram apenas a quadra, segundo o educador físico. "O bolão da academia Eron Fitness não ganhou na Mega da Virada. Foram 89 apostadores. Cada um pagou R$ 20. Fizemos uma quadra, ganhamos o valor de R$ 240,17. Vamos continuar trabalhando. Quem sabe da próxima não seremos vencedores de verdade?", afirmou Alan. Ele disse ter mandado todos os comprovantes dos jogos aos participantes via WhatsApp. Houve desconfiança, e Alan passou a ser visto como um "trapaceiro". Para alguns, ele teria escondido dos demais que ganharam o prêmio para não dividir o valor.Integridade ameaçada' O educador físico diz ter sido alvo de ameaças e, "temendo por sua integridade física", registrou um B.O. (Boletim de Ocorrência) em 4 de janeiro. Titular da 1ª Delegacia Territorial (Euclides da Cunha), o delegado Luiz Henrique Alves da Costa incumbiu-se de investigar o caso e chegar aos possíveis autores das intimidações. Até a publicação da reportagem, ninguém havia sido identificado. Apesar de formalizar a ocorrência policial, Alan diz que as ameaças não cessaram, e que continua a receber ligações de "gente perguntando pelo dinheiro". "Infelizmente, mesmo após o esclarecimento sobre o resultado, algumas pessoas continuam afirmando que o bolão foi premia
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