
Oficial da PM, eleito pelo PSL, o partido de Bolsonaro, e evangélico, o deputado estadual Capitão Alden estreou como deputado estadual vitaminando a desconfiança de se estar diante de mais um arauto da extrema direita ao cravar o aviso na porta do gabinete:
‘Bem vindos, regimento interno:
Ao entrar, identifique-se! Seja objetivo, estamos trabalhando. Há muito o que fazer pela Bahia.
Aqui voto não tem preço, tem consequências! Quem perde é a sociedade: não compro, não troco, não negocio.
Não me misturo com corruptos e nem com bandidos.’
Palmas
Capitão Alden já vinha surpreendendo bem com uma série de projetos que apresentou, bem fundamentados, e pela ativa participação na Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública. Foi lá ontem que ele carimbou a boa convivência que tem tido com a esquerda da Casa.
A sessão, inédita, era para festejar o Dia da Visibilidade Lésbica. Alden roubou a cena:
Toda e qualquer luta que garanta os direitos humanos é válida. E defenderei isso nem que arrisque a minha vida.
Mais: listou vários anúncios de jornais e sites com algum tipo de discriminação, como uma empresa de Joinville que descrevia o tipo ideal a contratar, ‘um homem branco’ ou outra de Uberlândia dizendo que garçons ou garçonetes não podem ser homossexuais.
É contra isso que luto.
Acabou aplaudido pela plateia, cheia de lésbicas e drag queens. Quem diria?.
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