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Mulher morre ao olhar tiroteio na janela de casa em Salvador

A empregada doméstica Célia Regina Alves, 56 anos, se arrumava para trabalhar, na manhã desta quinta-feira (28), quando foi atingida por um tiro na cabeça e caiu morta no próprio quarto.

29/11/2019 às 01h06
Por: Allan Matos Fonte: Portal formosa
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A empregada doméstica Célia Regina Alves, 56 anos, se arrumava para trabalhar, na manhã desta quinta-feira (28), quando foi atingida por um tiro na cabeça e caiu morta no próprio quarto. Célia foi baleada após se debruçar na janela para ver um tiroteio que acontecia na rua em que morava há mais de 50 anos, na localidade do Vale da Muriçoca, no Engenho Velho da Federação, em Salvador.  

A troca de tiros que, segundo moradores, envolveu mais de cinco traficantes, vitimou um homem identificado como Felipe Santos, conhecido como Macaco. Ele não teve a idade informada. Assim como Célia, ainda de acordo com vizinhos, Felipe nasceu e se criou na região. Ele foi atingido por cinco tiros, a pelo menos 12 metros da casa da doméstica.

Filho de Célia, o vigilante Alex Alves, contou ao CORREIO que era por volta das 6h quando Célia, já vestida para ir ao trabalho, acabou atingida por um único disparo. A mãe caiu já morta, afirma Felipe, emocionado. Doméstica, a vítima trabalhava em uma casa de família no bairro do Stiep há 15 anos.

“Ela ouviu os tiros e colocou a cabeça na janela. Poderia ser qualquer um de nós”, comenta ele, ao acrescentar que Célia deixa outros três filhos, sendo uma mulher e dois homens, além de dois netos. “Estamos todos muito tristes, de mãos atadas”, se limitou a dizer, pouco depois do corpo ser retirado da casa pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), por volta das 9h30.

 

Tristeza Os corpos de Célia e Felipe foram periciados e retirados do local aos olhos de outros moradores da comunidade, que se desesperaram. Aos prantos, vizinhos e vizinhas, crianças a adultos, choravam ao ver os peritos passarem com o corpo da doméstica.

Emocionada, a diarista Maria Rita Cardoso, 61, disse que a amiga morta era querida por todos na comunidade. “Uma pessoa maravilhosa, a quem sempre quis muito bem. Ninguém aqui tem que o dizer dela".

Maria, vizinha de porta de Célia, disse ao CORREIO que ouviu “tantos tiros” que achou que as balas haviam entrado em casa. “Mas nunca imaginei. Aí eu ouvi a filha dela desesperada, gritando muito, e quando vimos já tinha acontecido”.

Sem se identificar, uma outra moradora também fez boas referências à doméstica. “Moradora antiga, respeitada e querida por todos. É uma pena que algo assim possa acontecer com qualquer um de nós, pobres”.

Os patrões de Célia também estiveram no local e acompanharam a remoção do corpo da vítima que, junto ao de Felipe, foi encaminhado para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), de onde só pode ser liberado por familiares.

A reportagem não identificou parentes do homem que também morreu no bairro nesta manhã. Ainda não há informações sobre os sepultamentos das vítimas.

As mortes serão investigadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção á Pessoa (DHPP).

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