
Com o aumento dos casos de Rabdomiólise, mais conhecida por Urina Preta, de causa desconhecida, com registros em cerca de seis municípios da Bahia, a população deve ficar atenta aos sintomas da doença e procurar por atendimento médico ao sentir dores musculares e apresentar urina escura, após o consumo de peixes ou crustáceos, segundo orientação dos médicos. Os casos identificados devem ser notificados pelas Secretarias Municipais de Saúde.
Este ano, já são 18 notificações da doença. Destes, 13 já foram confirmadas e cinco estão sob investigação. Os casos são das cidades de Salvador, Alagoinhas, Maraú, Mata de São João, Camaçari e Simões Filho.
A Sesab esclareceu que a doença não possui tratamento específico e que o uso de anti-inflamatórios não é indicado. A recomendação é procurar atendimento imediato em caso de escurecimento da urina e desenvolvimento de rabdomiólise, que exige que o paciente seja rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas.
Ainda de acordo com a Sesab, já foram confirmados, entre janeiro e setembro deste ano, casos de pacientes com idade entre 20 a 79 anos no estado. A faixa etária mais acometida é de 35-49 anos com sete casos (53,8%), seguida da faixa etária de 20-34 anos com cinco casos (38,5%) e idade ignorada (7,7%). Entre os casos confirmados 66% foram do sexo masculino.
Entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017 foram notificados 71 casos de doença de Haff nos municípios de Salvador, Vera Cruz, Dias D’Ávila, Camaçari, Feira de Santana e Alcobaça. Foram registrados dois óbitos, sendo um de residente de Salvador e outro residente de Vera Cruz, ambos com comorbidades, segundo a Sesab.
Já em 2018 e 2019, conforme o órgão de saúde, não houve notificações da doença relatados pelas instituições de saúde. No ano de 2020, a partir do mês de agosto surgiram casos da doença de Haff nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Entre Rios, Dias D’Ávila e Candiba, totalizando 45 casos notificados. Destes, 40 foram confirmados e cinco foram descartados, sem registro de óbitos.
Doença
A doença de Haff se caracteriza por ocorrência de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, além de falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, podendo causar falência renal. Pessoas com a doença apresentam urina na cor de café, causada pela elevação da enzima CPK, associada à ingestão de pescados.
Tratamento
A doença não possui tratamento específico. Na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se buscar atendimento imediato, exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) ou TGO para observação do aumento das enzimas musculares.
Além disso, é necessário observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas. Não é indicado o uso de antiinflamatórios.
Medidas preventivas
Evite comer pescados crus; Não consumir pescados ou crustáceos cuja origem, transporte ou armazenamento sejam desconhecidos. O ideal é comprar esses produtos em locais cuja a procedência ofereça segurança.
Recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) e TGO para observação da alteração dos valores normais nos exames;
Observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois, nestes casos, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas;
Não é indicado uso de antinflamatórios;
Orientar a população a buscar uma unidade de saúde no caso de aparecimento dos sintomas;
Identificar outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença;
Recomenda-se coleta de amostras de alimentos para o setor de microbiologia de alimentos.
Da Redação, com informações Sesab/ MS
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