
O motorista que dirigia o veículo que atropelou e matou Eloá Rastele de Oliveira, de 11 anos, se apresentou nesta quarta-feira (22) na 6ª Delegacia Territorial, no bairro de Brotas, em Salvador. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

De acordo com a corporação, o condutor, que não teve nome divulgado, prestou depoimento e vai responder em liberdade por homicídio culposo no trânsito e omissão de socorro. A polícia não deu detalhes sobre o que ele disse na oitiva, mas explicou que ele foi ouvido e liberado por não ter sido preso em flagrante, nem possuir antecedentes criminais.
O acidente aconteceu no último domingo (19) e é investigado pela 6ª Delegacia Territorial (DT), onde o homem se apresentou.
Segundo informações da Polícia Civil, a vítima chegou a ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.

A família de Eloá Rastele de Oliveira disse que testemunhas contaram que o motorista do veículo estava em alta velocidade e fugiu sem prestar socorro à vítima.
Imagens de uma câmera de segurança da região registraram o momento em que pessoas que estavam em um ponto de ônibus veem a menina sendo atingida pelo automóvel. Uma mulher coloca a mão na cabeça, chocada com a situação, enquanto um homem corre para a pista para socorrer a criança.
Na manhã de terça-feira (21), a mãe da menina, a assistente de cozinha Valdenice Xavier, fez um desabafo durante entrevista a um telejornal da TV Bahia. "Criei com tanto amor e carinho, e perdi. Creio que minha filha está em um bom lugar, apesar de ser tão novinha".

Ela detalhou que Eloá tinha ido para a igreja e, após o culto, ela e alguns amigos estavam a caminho de uma quadra, que fica no canteiro central da Avenida Bonocô, para ver uma equipe de religiosos jogarem bola. A mãe da garota estava no trabalho no momento do acidente e recebeu a notícia através do marido.
"Um grupo atravessou primeiro e ela ficou com a coleguinha (sic). Quando ela atravessou, um carro freou em cima dela. Ela ficou sem saber se ia ou se voltava, aí resolveu ir. Só que veio outro carro e atropelou a minha filha", disse Valdenice.
O corpo de Eloá foi sepultado na terça-feira, no cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas, sob forte comoção dos amigos e familiares. Na ocasião, eles cobraram justiça pelo caso.
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