
A Secretaria Municipal da Saúde vem registrando casos da doença conhecida como “varíola dos macacos” na capital baiana e no interior do estado. A monkeypox (MPXV), vírus que pertence ao gênero orthopoxvirus e família Poxviridae é transmitido aos seres humanos a partir de contato com animais silvestres, humanos infectados ou com material corporal humano contendo o vírus.
Apesar do nome, é importante destacar que os primatas não humanos (macacos) podem ser acometidos pela doença, mas não são reservatórios do vírus. Embora o reservatório seja desconhecido, os principais animais prováveis são pequenos roedores, naturais das florestas tropicais da África Central e Ocidental. O MPXV é comumente encontrado nessas regiões e, ocasionalmente, casos são identificados em outros locais, geralmente relacionados a viagens para onde a doença é endêmica, segundo informa a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A OMS descreve quadros diferentes de sintomas. Um indivíduo de qualquer idade passa a ser considerado suspeito quando apresente início de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva de monkeypox, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo e/ou proctite e/ou edema peniano podendo estar associado a outros sinais e sintomas. Se este quadro for acompanhado por dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, linfonodos inchados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza profunda, é necessário fazer o exame para confirmar ou descartar a doença.
O PCR em tempo real para detecção da varíola dos macacos é feito no Labchecap por profissionais bioquímicos e/ou biomédicos qualificados. O equipamento de PCR em tempo real, ou termociclador em tempo real, faz com que os ácidos nucleicos do MPXV sejam amplificados e detectados, seguindo rígidos controles de qualidade interno e externo.
De acordo com a Diretora Operacional do Grupo, Dra. Vanda Baqueiro (CRF 1987), o local é desinfectado com álcool 70, e, com uma agulha fina, a “vesícula” é perfurada para coletar o material na base da lesão. O SWAB é apenas friccionado na lesão com movimentos giratórios para garantir que o quantitativo coletado seja suficiente para a realização do PCR. Após, o SWAB é introduzido em um tubo estéril para o armazenamento e transporte até a realização do exame, elucida.
O material coletado é refrigerado de 2 a 8 graus, podendo permanecer assim por até seis dias. No Labchecap a amostra é coletada em 3 SWABs, ou seja, são perfuradas 3 “vesículas” e enviadas para o Núcleo de Tecnologia Laboratorial, localizado no Imbuí. O transporte segue as normas das Boas Práticas Laboratoriais, com total segurança para o colaborador e para o material biológico coletado.
A coleta é realizada por um profissional Bioquímico ou Biomédico, adequados às normas de segurança internacionais. Utiliza-se avental descartável, luvas, máscara, óculos de proteção ou face shield. “A requisição médica para realização do exame não é necessária, mas é muito importante que o paciente tenha um Médico Assistente para avaliar o resultado”, informa Dra. Vanda.
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