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Em Canudos, Uauá e Curaçá, mulheres se organizam para gerar renda através da preservação da caatinga

07/09/2022 às 09h03
Por: PROVISÓRIO Fonte: Portalformosa(canudosacontece)
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Em Canudos, Uauá e Curaçá, mulheres se organizam para gerar renda através da preservação da caatinga

 

Muita gente não sabe, mas a caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e rico em biodiversidade, e possui importância econômica e ecológica para todo o país. Nele existem diversas frutas que só nascem ali, como por exemplo, o umbu e a seriguela. E por serem desconhecidas de grandes mercados consumidores, algumas dessas frutas se encontram em extinção. E são as comunidades tradicionais da região da caatinga que têm trabalhado para garantir que as futuras gerações conheçam essa diversidade alimentar da nossa região. E é sobre esse tema que a primeira mulher a presidir a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC), Denise Cardoso, vem trabalhando com os frutos da caatinga, preservando e recuperando áreas desse bioma, e ainda produzindo doces, geleias e até cerveja com os frutos do bioma.

 

Denise explica que o desaparecimento do umbu se dá pela desvalorização e não reconhecimento da importância de manter a caatinga em pé e de manter o bioma preservado, e que se houvesse um trabalho diferente, de toda a relação de educação para as comunidades através das políticas públicas por parte do governo e de estudos realizados pelas universidades de forma recorrente, com certeza, teríamos uma estrutura diferente.

 

A COOPERCUC nasce da necessidade e vontade dos agricultores, principalmente das agricultoras, em transformar o umbu em um produto que pode ser consumido por mais tempo, pois a safra do umbu é curta. Com a criação desse projeto, em 2004, a maioria dos integrantes sempre foram mulheres.

 

A Cooperativa tem feito trabalhos de recomposições de algumas áreas através do projeto AgroCaatinga, e recuperado territórios totalmente degradados. Hoje, já existem 30 terras de aproximadamente 10 hectares já recuperados da caatinga através de sistemas agroflorestais. Neste ano, a COOPERCUC realizou uma das primeiras experiências na venda de umbu in natura, e venderam cerca de 5.000 kg da fruta em uma grande rede de supermercados. E toda essa valorização é importante para todas as comunidades e para o nosso bioma.

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