
Após quase uma década, a resolução da morte do advogado José Urbano do Nascimento Júnior, de 28 anos, parece estar se aproximando do fim.
0 policial militar Givaldo Ferreira Santos, apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como autor do crime, irá a julgamento na próxima quinta-feira (22).
O PM foi preso no dia 1° deste mês no âmbito da Operação Redentor, deflagrada pela Força-Tarefa de Repressão a Grupos de Extermínio e Extorsões da Corregedoria Geral da Secretaria da Segurança Pública. O agenteé acusado de planejar o assassinato de um delegado integrante da Força-Tarefa que o levou à prisão.
O crime aconteceu em 10 de novembro de 2012, em Rio Real, município localizado no Nordeste da Bahia, distante cerca de 200 km de Salvador e que fica na divisa como estado de Sergipe. Na manhã daquele dia, dois homens em uma moto perseguiram e efetuaram os disparos contra o advogado, que morreu dentro do carro, no bairro conhecido como Primavera.
Antes do assassinato, o jovem já havia sido alvo de violência policial. Em janeiro daquele ano, Urbano Junior foi espancado por PMs na porta da delegacia de Rio Real, após ser acionado por um de seus clientes, detido por suspeita de um suposto delito.
Ao chegar à delegacia, o advogado presenciou agressões físicas praticadas por PMs contra seu cliente e teria tentado cessar a violência, mas um dos PMs agrediu também umas das testemunhas de defesa. 0 jurista interveio e acabou sendo retirado à força da unidade policial por seis PMs, que ainda o espancaram.
Urbano Júnior chegou a ficar desacordado e precisou ser levado ao Hospital Municipal da cidade. No dia seguinte ele fez exame de corpo de delito.
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