
Uma operação, denominada 'Laksya', deflagrada nesta quarta-feira (15), apreendeu pouco mais de R$ 12 milhões em cheques, notas promissórias e dinheiro.
Promovida pelo Ministério Público, com apoio da Corregedoria-Geral (Coger) da Secretaria da Segurança Pública, a ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra uma suposta organização criminosa, composta por integrantes da mesma família.
Deflagrada nas cidades de Euclides da Cunha e Ribeira do Pombal, a operação visa coibir o grupo, que segundo as investigações, seria responsável por extorsões, cobranças com juros abusivos e ameaças, com exigência de imóveis como Segundo o delegado Jackson Carvalho, integrante da Coger, cerca de R$ 700 mil foram apreendidos em espécie. "Os alvos eram investigados por ameaça e extorsão".
Além da Coger e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) do MP, também participou da ação a Coordenação de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil.
Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Euclides da Cunha. O objetivo da ação é reunir provas contra uma suposta organização criminosa formada por familiares. O termo Laksya, que vem do sânscrito, antiga língua indiana, significa alvo ou objetivo e, ainda, dá origem ao nome da deusa hindu, Lakshmi, que representa fortuna e prosperidade.
Investigação
As investigações apontam que a família, desde 2015, passou a extorquir vítimas, ameaçando-as de mortes, à mão armada, para pagamentos de sucessivos empréstimos, cobrados com juros exorbitantes, em valores que chegam até R$ 150 mil.
Os sete investigados teriam exigido, inclusive, a entrega de imóveis como forma de pagamento. Há indícios de que os delitos são praticados com divisão e orquestração de tarefas, o que caracteriza o crime de organização criminosa.
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